Bradock Show 04/02/26 – Emilinho Surita, Constantino, Silvio Navarro, Rony Gabriel e Vitor Santos
Emilinho Surita abriu o episódio do Bradock Show colocando no centro da mesa três frentes que se cruzam na política brasileira: a leitura da entrevista de Michel Temer sobre Jair Bolsonaro, a escalada de medidas e pedidos envolvendo o TSE e o STF para “combater deepfakes” e restringir críticas, e o avanço do caso Master Bank, descrito no programa como um enredo com ramificações em diferentes esferas de poder. Ao longo de quase três horas, Rodrigo Constantino, Silvio Navarro, Rony Gabriel e o analista Vitor Santos alternaram análise de comunicação política, críticas à judicialização do debate público e comentários sobre bastidores de investigações e decisões judiciais.
Introdução
O episódio é conduzido por Emilinho Surita e reúne uma bancada com Rodrigo Constantino, Silvio Navarro e Rony Gabriel, além do quadro “Bradock Metaforando”, com Vitor Santos. O programa começa com a promessa de destrinchar a entrevista de Michel Temer e, em seguida, migra para um bloco de notícias e comentários que percorre temas como regulação do discurso na internet, censura e modelos internacionais (com citação à China), permissões e prerrogativas de magistrados, o caso Master Bank e seus desdobramentos, além de episódios envolvendo Alexandre de Moraes, Daniel Silveira, referências ao Magnitsky Act, e críticas ao sistema tributário e a benefícios no Congresso.
Ficha do Programa
- Programa: Bradock Show
- Apresentação: Emilinho Surita
- Participantes: Rodrigo Constantino, Silvio Navarro, Rony Gabriel
- Quadro: “Bradock Metaforando” com Vitor Santos
- Episódio (YouTube): https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4
“Bradock Metaforando”: análise da entrevista de Michel Temer e recados sobre Bolsonaro
No início, Emilinho Surita chama o quadro “Bradock Metaforando” para tratar da entrevista de Michel Temer e do que o ex-presidente teria indicado sobre o estilo e o perfil de Jair Bolsonaro. A partir daí, Vitor Santos assume o eixo do bloco, descrevendo pontos de comportamento e linguagem, com atenção a marcas de fala, pausas e construção de mensagens — uma leitura voltada a como Temer organiza a comunicação quando fala de um aliado ou adversário político.
A conversa se estende para a avaliação do contraste entre estilos. Rodrigo Constantino explora a diferença entre o que chamou de diplomacia na comunicação e um modo mais direto de se expressar, colocando em oposição o perfil atribuído a Temer e o perfil que ele associa a Bolsonaro.
Citações (fiéis ao que foi apresentado no episódio, com identificação):
- Emilinho Surita (apresentador) anunciou o bloco e indicou o foco: a análise da entrevista de Michel Temer “sobre Bolsonaro”.
- Rodrigo Constantino (comentarista) discutiu “o estilo diplomático” de Temer e contrastou com a “transparência” e “espontaneidade” que atribuiu a Bolsonaro.
- Silvio Navarro (comentarista) comentou a “astúcia política” de Temer e mencionou sua agenda de reformas no período em que presidiu.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:03:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=180s
Deepfakes, TSE e disputa por controle do discurso: críticas à judicialização do debate eleitoral
Após o quadro inicial, o programa entra em um bloco de notícias em que Emilinho Surita introduz a pauta sobre uma proposta atribuída a Gilmar Mendes envolvendo força-tarefa contra deepfakes, ao mesmo tempo em que o PT aparece, no debate, como autor de pedido ao TSE para proibir críticas a governos. A bancada lê esse movimento como parte de uma disputa mais ampla sobre limites do discurso político online e sobre a tendência de judicializar conflitos que antes se davam predominantemente no campo eleitoral e parlamentar.
Silvio Navarro desenvolve o argumento de que haveria uma estratégia coordenada para controlar a fala política na internet, enquanto Rony Gabriel ataca o que chama de “duplo padrão” na identificação de fake news. Rodrigo Constantino, por sua vez, sustenta que o tema “inteligência artificial” estaria sendo usado como pretexto para ampliar restrições e que o partido buscaria, historicamente, controlar a circulação de informação.
Citações com atribuição (como apresentadas no episódio):
- Silvio Navarro (comentarista) analisou a “judicialização do processo eleitoral” e falou em “esforço coordenado” para controle do discurso político online.
- Rony Gabriel (comentarista) criticou a tentativa de “proibir crítica ao governo” e mencionou “dois pesos e duas medidas” no debate sobre desinformação.
- Rodrigo Constantino (comentarista) argumentou que a IA estaria sendo invocada “como pretexto para censura” e falou em “obsessão” do PT por controle de informação.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:30:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=1800s
China, censura e “modelo” de controle: caso de jornalista preso vira gancho para crítica política
Na sequência, Emilinho Surita introduz uma notícia sobre uma jornalista chinesa presa por denunciar corrupção no Partido Comunista. A partir desse caso, Rodrigo Constantino compara o modelo de censura atribuído à China com o que ele diz ser um desejo de setores da esquerda no Brasil. Silvio Navarro complementa afirmando que iniciativas de controle informacional teriam avançado em alguns momentos, mas encontraram resistência e recuo diante de pressão pública.
O bloco funciona como uma ampliação do debate anterior: o tema deixa de ser apenas “deepfake” e passa a ser arquitetura de controle — quem regula, com quais justificativas e com quais efeitos sobre crítica política e jornalismo.
Citações com atribuição (como apresentadas no episódio):
- Rodrigo Constantino (comentarista) comparou o “modelo de censura chinês” com ambições políticas no Brasil, dizendo que a resistência teria impedido implantação semelhante.
- Silvio Navarro (comentarista) disse que STF e PT teriam tentado avançar com controle de informação e que “pressão pública” conteve medidas.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:50:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=3000s
Ministros, palestras e participação societária: bancada critica discurso de prerrogativas no Judiciário
O programa então entra em um tema ligado ao STF, com Emilinho Surita apresentando a informação de que Alexandre de Moraes teria defendido a possibilidade de juízes receberem pagamentos por palestras e serem acionistas de empresas. O debate na bancada se concentra em percepção de assimetria: de um lado, restrições e rigidez em temas ligados a discurso político; de outro, permissões e flexibilizações para atividades privadas remuneradas.
Rodrigo Constantino critica o que chama de “hipocrisia” nessa combinação de regras, e Silvio Navarro descreve a defesa pública dessas permissões como “teatral”. Rony Gabriel adiciona um dado apresentado no episódio sobre processos envolvendo familiares de ministros, destacando a proporção mencionada no programa.
Citações com atribuição (como apresentadas no episódio):
- Rodrigo Constantino (comentarista) criticou a “hipocrisia” de permitir interesses privados enquanto se restringe fala política.
- Silvio Navarro (comentarista) falou em “natureza teatral” de ministros ao defenderem pagamentos por palestras e atividades empresariais.
- Rony Gabriel (comentarista) afirmou que “70% dos casos envolvendo familiares” de ministros teriam sido ajuizados após a nomeação ao STF.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:00:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=3600s
Master Bank no centro: “estatal paralela”, suspeitas de blindagem e coordenação para atrasar apurações
O bloco mais extenso e carregado do episódio começa quando Emilinho Surita introduz revelações sobre o Master Bank, mencionando que Vorkaro teria sido sócio no BRB (banco citado no programa) no momento em que o BRB tentava comprar o próprio banco. A partir dessa entrada, Rony Gabriel descreve o Master Bank como uma “estatal paralela” e lista, no debate, conexões políticas e institucionais que, segundo ele, orbitariam o caso.
Rodrigo Constantino diz temer que “todos os poderes” atuem para abafar o escândalo, argumentando que a amplitude das relações tornaria o caso sensível demais para avançar com rapidez. Silvio Navarro reforça a leitura de que haveria coordenação entre os três Poderes para retardar o ritmo das investigações, enfatizando a dinâmica de “empurrar com a barriga” quando há muitas figuras relevantes expostas.
Citações com atribuição (como apresentadas no episódio):
- Rony Gabriel (comentarista) chamou o Master Bank de “uma estatal paralela” e descreveu personagens e interesses em torno do caso.
- Rodrigo Constantino (comentarista) declarou preocupação com a possibilidade de “todos os Poderes” trabalharem para “acobertar” o escândalo, diante do alcance das conexões.
- Silvio Navarro (comentarista) disse que haveria coordenação dos “três Poderes” para “atrasar” apurações.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:20:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=4800s
Maranhão e a transferência bilionária ao BRB: reação de magistrados vira pauta
Ainda dentro do eixo financeiro-institucional, Emilinho Surita introduz a história do Tribunal no Maranhão cujo presidente teria transferido R$ 2,8 bilhões para o BRB sem consultar outros desembargadores. Silvio Navarro comenta que um vídeo mostrado no debate seria “chocante”, descrevendo a reação de magistrados ao descobrirem a movimentação.
O assunto é tratado como exemplo de decisões administrativas de grande impacto tomadas sem transparência interna, e como isso se conecta a estruturas bancárias mencionadas anteriormente no episódio.
Citação com atribuição (como apresentada no episódio):
- Silvio Navarro (comentarista) descreveu o vídeo como “chocante” e falou da surpresa dos magistrados ao tomarem conhecimento da transferência não consultada.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:40:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=6000s
Indicação ao Banco Central e críticas a MMT: alerta sobre autonomia e intervenção
Mais adiante, Emilinho Surita apresenta outra notícia: um indicado de Haddad ao Banco Central, descrito no programa como alguém que teria coordenado um plano do PT para controlar o mercado financeiro. Rodrigo Constantino reage de forma dura, criticando visões econômicas associadas à MMT (Teoria Monetária Moderna) e dizendo ver risco à autonomia do Banco Central.
Esse bloco é conduzido como discussão de desenho institucional: até que ponto um banco central independente pode ser tensionado por indicações e orientações com maior apetite de intervenção estatal.
Citação com atribuição (como apresentada no episódio):
- Rodrigo Constantino (comentarista) criticou as ideias econômicas atribuídas ao indicado e advertiu sobre riscos à independência do Banco Central.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:45:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=6300s
Daniel Silveira no casamento por 4 horas e Moraes “multifunções”: sarcasmo sobre poderes concentrados
Depois do intervalo comercial, Emilinho Surita traz a informação de que Alexandre de Moraes teria autorizado Daniel Silveira a comparecer ao próprio casamento por apenas quatro horas. Rony Gabriel reage com tom satírico e enumera papéis que atribui a Moraes em processos, sugerindo concentração de funções — “vítima, acusador, juiz” e outros papéis citados no comentário.
A discussão se mantém no plano de crítica política: a bancada explora a simbologia do episódio e o que ele representaria sobre extensão de poder e discricionariedade em decisões.
Citação com atribuição (como apresentada no episódio):
- Rony Gabriel (comentarista) satirizou dizendo que Moraes acumularia papéis como “vítima, acusador, juiz” (e outros), ao comentar a autorização limitada.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 02:00:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=7200s
Magnitsky Act, possível nova sanção e cautela sobre efetividade
Em seguida, Emilinho Surita introduz outra pauta: o advogado de Trump teria dito que Alexandre de Moraes poderia ser sancionado novamente com base no Magnitsky Act. Silvio Navarro reage com cautela, lembrando — como foi colocado no episódio — que houve suspensão anterior e que, portanto, a efetividade prática dependeria de desdobramentos.
Citação com atribuição (como apresentada no episódio):
- Silvio Navarro (comentarista) disse que seria preciso cautela sobre a aplicação do Magnitsky Act, diante de idas e vindas anteriores.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 02:05:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=7500s
Epstein files e possível conexão com o Brasil: pedido por apuração e crítica a indignações seletivas
Na reta final, Emilinho Surita chama a pauta sobre os “Epstein files”, citando tentativa de compra de uma agência de modelos no Brasil. Rony Gabriel defende cuidado investigativo ao tratar de conexões e cobra apuração consistente, ao mesmo tempo em que critica o que chama de seletividade na indignação pública, comparando reações conforme o alvo político do momento.
Citação com atribuição (como apresentada no episódio):
- Rony Gabriel (comentarista) falou sobre a necessidade de “investigar com cuidado” ligações com o Brasil e criticou “dois pesos e duas medidas” na comoção pública.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 02:10:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=7800s
Impostos, aumento de salários e privilégios: crítica a benefícios no Congresso e apelo por renovação
Fechando o bloco noticioso, Emilinho Surita puxa o tema de impostos no Brasil e aumento de salários no Congresso. Rony Gabriel critica os benefícios e “penduricalhos”, contrapondo a realidade de quem paga a conta. Silvio Navarro amplia para um diagnóstico de disfunção do Congresso e defende que a resposta deveria vir do voto e da substituição de políticos envolvidos em práticas que ele considera corruptas — olhando para as próximas eleições como momento-chave.
Citações com atribuição (como apresentadas no episódio):
- Rony Gabriel (comentarista) criticou “privilégios” e aumentos enquanto “o brasileiro paga imposto demais”.
- Silvio Navarro (comentarista) falou em disfuncionalidade do Congresso e defendeu que eleitores “tirem” políticos corruptos nas urnas.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 02:18:00: https://www.youtube.com/watch?v=pjaA-pEzIo4&t=8280s
Conclusão
O episódio percorre três eixos centrais: a leitura comunicacional de Michel Temer ao falar de Bolsonaro, o embate sobre regulação do discurso (com foco em deepfakes, TSE e STF) e a escalada do caso Master Bank, tratado como um escândalo com efeitos institucionais amplos. Na parte final, o programa ainda passa por decisões e polêmicas envolvendo Alexandre de Moraes, citações ao Magnitsky Act, o caso Epstein e críticas a impostos e privilégios políticos.
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