PAULA MARISA 05/02/2026 – Moraes e Toffoli dão chilique e partem pra cima da imprensa

PAULA MARISA 05/02/2026 – Moraes e Toffoli dão chilique e partem pra cima da imprensa

Paula Marisa analisa críticas de Moraes a reportagens sobre palestras e debate no STF sobre impedimento de parentes

No episódio, a jornalista e apresentadora Paula Marisa comenta falas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre críticas da imprensa, com foco em dois temas: a remuneração de magistrados por palestras e a discussão sobre impedimento em casos envolvendo parentes de juízes. Ela também menciona uma denúncia de assédio envolvendo um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base em reportagens publicadas na imprensa.

Introdução

O vídeo parte de uma sessão recente no STF em que, segundo a leitura de Paula Marisa, ministros reagiram a críticas da imprensa sobre condutas e regras internas da magistratura. A apresentadora concentra a análise em trechos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, que defende a legalidade de magistrados darem aulas e palestras — e critica o que chama de “demonização” dessa prática.

A discussão ganhou tração nos últimos anos porque reportagens de veículos como O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo passaram a mapear valores de cachês, formatos de pagamento e possíveis situações de conflito de interesses envolvendo magistrados. Além disso, a própria regulação do tema passou por mudanças no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo regras sobre transparência e comunicação de eventos.

Palestras remuneradas: “magistério” e a crítica à “demonização”

Paula Marisa destaca a argumentação de Alexandre de Moraes de que a magistratura possui diversas vedações constitucionais e legais, mas permite atividade de magistério — o que incluiria aulas e palestras. No vídeo, a jornalista associa essa defesa a reportagens que descrevem uma “indústria de palestras” no Judiciário, com pagamentos elevados por participação em eventos.

A apresentadora cita reportagem do Estadão que descreve cachês altos pagos a integrantes de cortes superiores (STF, STJ e TST), mencionando valores de dezenas de milhares de reais por hora, em eventos promovidos por entidades privadas e empresariais. O ponto central do comentário é que, mesmo quando a atividade é permitida, os valores, a origem do pagamento e a transparência podem levantar questionamentos públicos.

Pagamento via pessoa jurídica e transparência

Outro eixo do vídeo é a forma de pagamento. Paula Marisa menciona a possibilidade de remuneração ocorrer por meio de pessoa jurídica (intermediação por empresas), o que pode reduzir carga tributária e dificultar rastreamento, conforme crítica presente em análises e entrevistas citadas em reportagens.

No roteiro, a jornalista também recupera um debate antigo: regras do CNJ sobre palestras e a possibilidade de não divulgar o valor recebido. O vídeo menciona, como marco, mudanças de entendimento no CNJ na década passada, quando se consolidou a equiparação de palestras ao magistério e a exigência de informar dados do evento, mas não necessariamente os valores.

Conflito de interesses e impedimento: atuação de parentes de ministros

Na segunda parte, Paula Marisa aborda a controvérsia sobre impedimento de magistrados em processos que envolvem clientes de escritórios onde atuam parentes. Ela reproduz a crítica de Alexandre de Moraes a narrativas que, segundo ele, distorceriam o conteúdo de julgamentos do STF, sugerindo que a Corte teria “liberado” juízes para julgar casos com atuação de familiares.

A jornalista, por sua vez, conecta a reação do ministro a reportagens que explicam uma decisão do STF em 2023 relacionada a regras do Código de Processo Civil (CPC). O debate, tratado pela imprensa, envolveu a derrubada de um dispositivo que impunha restrições mais amplas e, com isso, teria alterado o alcance do impedimento em situações indiretas (por exemplo, quando o parente atua para um cliente em outro processo).

No vídeo, também são mencionadas reportagens que relacionam esse debate a casos noticiados envolvendo:

  • atuação profissional de familiares de integrantes da Corte;
  • questionamentos políticos e parlamentares sobre contratos e evolução patrimonial;
  • críticas sobre concentração de causas em escritórios com vínculo familiar com ministros.

Paula Marisa menciona ainda levantamento jornalístico sobre a presença de parentes de ministros em processos nas cortes superiores e a discussão sobre como as regras internas e interpretações sobre impedimento moldam essa realidade.

STJ e denúncia de assédio: reunião reservada e apuração interna

Além do STF, o vídeo aborda um caso no STJ: Paula Marisa cita reportagem afirmando que o tribunal teria realizado uma reunião reservada para tratar de uma acusação de assédio envolvendo um ministro, com possibilidade de afastamento temporário e abertura de apuração interna (sindicância).

A inclusão do tema no episódio reforça o argumento editorial de que há uma crise reputacional mais ampla envolvendo o Judiciário — não apenas no campo de decisões e regras de conduta, mas também em episódios disciplinares e de comportamento institucional.


Contexto dos fatos mencionados (verificação e base pública)

A seguir, pontos de contexto amplamente noticiados e disponíveis em fontes públicas:

  • Palestras e remuneração de magistrados: o tema foi objeto de reportagens em grandes veículos (incluindo Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo), com levantamentos sobre pagamentos, participação em eventos e debates sobre transparência.
  • CNJ e regulamentação: o CNJ possui resoluções e atos normativos sobre atividades de magistério, participação em eventos e deveres de comunicação/registro. Ao longo dos anos, houve controvérsia pública sobre o nível de transparência exigido — inclusive sobre divulgação (ou não) de valores recebidos.
  • Impedimento e parentes: decisões do STF relacionadas ao tema foram amplamente noticiadas em 2023, com explicações sobre efeitos práticos e divergências interpretativas. A cobertura jornalística detalhou votos, placares e os fundamentos constitucionais e processuais debatidos.
  • Notícia sobre caso no STJ: a imprensa noticiou movimentações internas do tribunal diante de denúncia envolvendo ministro, com relatos de providências administrativas.

Observação editorial: este artigo resume e organiza a análise apresentada por Paula Marisa, conectando-a a fatos e debates que constam de cobertura jornalística e de normativos públicos do sistema de Justiça.


Principais pontos do episódio

  • Paula Marisa analisa a reação de ministros do STF a críticas da imprensa sobre conduta e transparência.
  • O vídeo destaca o debate sobre palestras remuneradas por magistrados, incluindo valores e formatos de pagamento citados em reportagens.
  • A apresentadora recupera o histórico de discussões no CNJ sobre a equiparação de palestras ao magistério e o grau de transparência exigido.
  • O episódio também aborda a controvérsia sobre impedimento em casos que envolvem clientes de escritórios de parentes de ministros, tema associado a decisão do STF em 2023 e repercussão na imprensa.
  • Por fim, menciona notícia sobre denúncia de assédio no STJ e providências internas reportadas por colunistas e veículos nacionais.

Conclusão

No vídeo, Paula Marisa organiza um panorama de controvérsias que vêm sendo discutidas publicamente sobre o Judiciário: transparência de ganhos extra-salariais com palestras, regras de impedimento e potenciais conflitos de interesses, além de episódios disciplinares em cortes superiores. A análise se apoia em reportagens de veículos tradicionais e em debates institucionais já existentes, reforçando a centralidade do tema para a credibilidade e a prestação de contas do sistema de Justiça.

Para acompanhar mais análises jornalísticas, continue no Fio Diário e no canal Paula Marisa.

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Marco Antonio Costa

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