PAULA MARISA 04/02/2026 – REVOLTANTE: Novo ataque a Bolsonaro e salário dobrado em Brasília
Paula Marisa destaca penduricalhos no Congresso, avanço de CPIs e novo julgamento de Bolsonaro no STM
Em novo comentário jornalístico, Paula Marisa analisa a retomada dos trabalhos no Congresso com foco na aprovação de benefícios a servidores, atualiza o cenário de CPIs envolvendo o INSS e o Banco Master, e detalha movimentações que atingem ministros do STF e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A edição aborda temas que, na avaliação de Paula Marisa, ajudam a entender o clima político em Brasília neste início de agenda legislativa: de um lado, a aprovação acelerada de um pacote de reajustes e gratificações para servidores da Câmara e do Senado; de outro, a intensificação de comissões parlamentares de investigação e a disputa institucional em torno de quebras de sigilo e acesso a informações. No mesmo panorama, a jornalista comenta novos desdobramentos judiciais envolvendo Jair Bolsonaro, incluindo um processo no Superior Tribunal Militar (STM).
Penduricalho aprovado no Congresso e impacto sobre salários no Legislativo
Paula Marisa dedica parte central do programa ao que chama de “penduricalho” aprovado no Congresso, explicando que a medida abre espaço para reajustes e gratificações que podem elevar a remuneração de servidores da Câmara e do Senado em até 100%. Ela ressalta que o tema foi tratado como prioridade na volta dos parlamentares ao trabalho e critica o aumento de despesas públicas, apontando que a conta recai sobre o contribuinte.
Na análise, a jornalista destaca que o mecanismo discutido envolve um tipo de benefício associado a banco de horas e folgas que podem ser convertidas em pagamento, com a observação de que haveria formatos de gratificação que não exigiriam incidência de Imposto de Renda. Paula Marisa também chama atenção para a possibilidade de vencimentos chegarem a patamares elevados, mencionando valores que podem ultrapassar a remuneração de deputados.
Outro ponto enfatizado é o perfil de parte dos beneficiados. Ela diferencia servidores concursados de ocupantes de cargos comissionados (CCs), explicando que muitas dessas funções são preenchidas por indicação política. Para a jornalista, esse recorte reforça a crítica ao modelo de distribuição de vantagens dentro do Legislativo.
Tramitação acelerada e votação simbólica
Além do conteúdo do benefício, Paula Marisa comenta a forma como a proposta avançou. Ela descreve a tramitação como extremamente rápida, com pouco tempo entre a divulgação do texto e a aprovação, e critica o uso de votação simbólica — formato em que não há registro nominal de votos — por dificultar a identificação de quem apoiou a medida.
Na leitura apresentada, a jornalista relaciona o episódio ao discurso político sobre desigualdade e tributação, observando que partidos que defendem maior cobrança sobre os mais ricos teriam apoiado um mecanismo que, na prática, amplia vantagens remuneratórias dentro do Estado.
Trecho citado sobre extrapolação do teto e remuneração acima de deputados
Paula Marisa também repercute um diálogo atribuído à deputada Júlia Zanatta com o presidente da Câmara, Hugo Motta, no qual se discute se diretores poderiam ganhar mais do que deputados e extrapolar o teto. A jornalista usa esse trecho para reforçar o argumento de que o novo formato de benefícios pode elevar remunerações no Legislativo acima de referências tradicionais, ampliando distorções salariais.
CPIs e o foco no INSS: sigilos, depoimentos e disputa por dados
No campo das investigações parlamentares, Paula Marisa atualiza o que chama de “CPI do roubo dos aposentados”, ligada ao INSS. Ela comenta que a comissão aprovou quebras de sigilo telefônico e telemático de Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master, e destaca a expectativa de liberação de dados após interlocução com o ministro Dias Toffoli.
A jornalista detalha que, conforme relatado no noticiário que acompanha, haveria uma preocupação com a segurança das informações e risco de vazamentos, o que levaria a pedidos de “paciência” para a devolução de dados aos membros da comissão. Paula Marisa interpreta esse contexto como parte da tensão entre o ritmo político das CPIs e o tempo de tramitação e controle de informações.
Outro destaque é a confirmação de depoimento presencial de Vorcaro, marcado para 26 de fevereiro. Paula Marisa observa que, dentro do ambiente político descrito por ela, a expectativa é de um depoimento relevante e com potencial de gerar repercussões, inclusive por envolver material sensível e disputas de bastidores.
CPI do Crime Organizado e proposta de quebras de sigilo ligadas a ministros do STF
Paula Marisa comenta ainda a CPI do Crime Organizado no Senado, destacando a marcação de data para deliberação sobre pedidos de quebra de sigilo envolvendo empresas e familiares ligados a ministros do Supremo Tribunal Federal, com menções específicas a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Ela aponta que o debate inclui a alegação de falta de interesse do Ministério Público em investigar ministros da Corte, e que parlamentares pretendem avançar com medidas para aprofundar apurações. A jornalista cita a previsão de sessão deliberativa para o dia 11, apresentada como marco para a votação desses requerimentos.
CPMI do Banco Master protocolada e pressão por abertura
Outro eixo do episódio é a CPMI do Banco Master. Paula Marisa informa que a oposição protocolou o pedido de criação e avalia que, uma vez formalizado, o tema passa a gerar obrigação política de encaminhamento no Congresso. Ela menciona o entendimento de que CPIs mistas, uma vez requeridas nos termos regimentais, devem ser instaladas, ainda que haja tentativas de atrasar a composição e a condução.
A jornalista trata a CPMI como parte de um ambiente de “multiplicação de CPIs” em ano eleitoral, com potencial de acirrar disputas e produzir fatos políticos de grande impacto.
Banco Central, reuniões e controvérsia sobre registros
Paula Marisa também aborda uma controvérsia envolvendo o Banco Central e pedidos de informação sobre reuniões entre Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo. Ela relata que o órgão regulador teria negado o fornecimento de dados, justificando riscos à segurança da sociedade, e comenta a alegação de que encontros não teriam sido documentados.
No comentário, a jornalista destaca uma aparente divergência com falas anteriores atribuídas a Galípolo, que teria indicado que reuniões relacionadas ao Banco Master estavam registradas e documentadas. O ponto é apresentado como mais um elemento de disputa institucional e de transparência no caso.
Bolsonaro no STM: processo sobre perda de patente e expectativa de demora
No bloco dedicado a Jair Bolsonaro, Paula Marisa explica que o ex-presidente enfrentará um novo julgamento no Superior Tribunal Militar, relacionado à possibilidade de perda de patente. Ela detalha que o relator do processo teria sido indicado por Michel Temer e menciona a composição do tribunal, incluindo a presença de uma ministra indicada por Lula como revisora.
A jornalista avalia que o STM seria “menos aparelhado” do que outras instâncias, embora ainda sujeito a pressões. Ela também comenta que militares envolvidos em investigações e condenações esperariam que o processo se arraste por meses, aproximando-se do período eleitoral, o que poderia reduzir o ímpeto por decisões mais duras. Nesse contexto, Paula Marisa menciona a expectativa de setores por uma eventual anistia relacionada aos presos e condenados do 8 de janeiro, tema que ela considera central no debate político atual.
Estratégia de aliados e comparação com decisões sobre tornozeleira eletrônica
Paula Marisa repercute uma informação de bastidores sobre pedidos de aliados para reduzir ataques ao STF como estratégia para buscar prisão domiciliar para Bolsonaro, citando articulações envolvendo Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. Ela critica a ideia de “sensibilizar” a Corte, argumentando que, na dinâmica descrita por ela, a postura não alteraria o desfecho.
Para ilustrar, a jornalista compara dois casos: o de Oruam, filho de Marcinho VP, que teria violado tornozeleira diversas vezes antes de voltar à prisão, e o de Bolsonaro, em que Alexandre de Moraes teria decretado prisão rapidamente após violação do equipamento. Paula Marisa usa o contraste para sustentar sua análise sobre diferença de tratamento entre criminosos comuns e figuras que ela classifica como perseguidas politicamente.
Pontos Centrais da Análise
- Paula Marisa analisa a aprovação de reajustes e gratificações no Congresso que podem elevar salários em até 100% na Câmara e no Senado.
- A jornalista critica a tramitação acelerada e a votação simbólica, destacando o impacto fiscal e a falta de transparência sobre votos.
- O programa atualiza CPIs ligadas ao INSS, com foco em quebras de sigilo e depoimento de Daniel Vorcaro marcado para 26 de fevereiro.
- Há destaque para a CPI do Crime Organizado e a previsão de votação de quebras de sigilo envolvendo familiares e empresas ligadas a ministros do STF.
- Paula Marisa informa o protocolo da CPMI do Banco Master e comenta disputas por acesso a dados e registros de reuniões.
- O episódio detalha novo julgamento de Bolsonaro no STM sobre perda de patente e discute estratégias políticas e judiciais em torno do ex-presidente.
Conclusão
O programa reúne, sob uma mesma leitura, decisões do Congresso sobre benefícios e remunerações, a escalada de CPIs com foco em INSS e Banco Master, e a pressão institucional envolvendo o STF e o Banco Central. No campo judicial, Paula Marisa destaca o novo processo de Jair Bolsonaro no STM e avalia como o calendário político pode influenciar expectativas e estratégias de diferentes atores.
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