- O IPCA de janeiro subiu 0,33%, repetindo a variação registrada em dezembro.
- No acumulado de 12 meses, a inflação foi para 4,44%, acima do fechamento de 2025 (4,26%).
- Transportes (com destaque para combustíveis) esteve entre as principais pressões do mês.
- Para o consumidor, o dado ajuda a entender o custo de vida e também influencia juros, crédito e investimentos.
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Nesta matéria
- O que é o IPCA (e por que ele aparece tanto no noticiário)
- Qual foi o resultado do IPCA de janeiro
- Como interpretar “0,33% no mês” na prática
- O que mais puxou a inflação em janeiro
- Por que o acumulado em 12 meses é importante
- Como o IPCA mexe com seu bolso (além do supermercado)
- O que observar nos próximos meses
O que é o IPCA (e por que ele aparece tanto no noticiário)
O IPCA é o principal indicador de inflação do Brasil. Ele mede, de forma simplificada, como variam os preços de uma “cesta” de produtos e serviços consumidos pelas famílias — desde alimentação e transporte até saúde, educação e despesas da casa.
Quando você vê o noticiário dizendo que “a inflação subiu” ou que “o custo de vida aumentou”, muitas vezes o número citado é o do IPCA, calculado pelo IBGE.
Qual foi o resultado do IPCA de janeiro
O IPCA de janeiro registrou alta de 0,33%, de acordo com o IBGE. Na comparação, o resultado repetiu a variação de dezembro.
No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo índice chegou a 4,44%, acima dos 4,26% observados no encerramento de 2025.
Como interpretar “0,33% no mês” na prática
Uma variação de 0,33% significa que, em média, os preços acompanhados pelo indicador ficaram um pouco mais caros no mês. Na prática, isso não quer dizer que tudo subiu 0,33%. Alguns itens aumentam bem mais, outros caem, e o resultado final é uma média ponderada (com pesos diferentes para cada grupo de consumo).
Por isso, é comum que você sinta “no bolso” uma inflação diferente da média: se justamente o que você consome mais (por exemplo, combustível, ônibus, plano de saúde ou alimentos específicos) sobe mais, a percepção tende a ser de alta maior.
O que mais puxou a inflação em janeiro
IPCA de janeiro: por que transportes chamaram atenção
Entre os pontos mais citados na repercussão do dado, o grupo Transportes apareceu como uma das principais pressões do mês, com destaque para combustíveis (como a gasolina) em diversas análises.
Isso importa porque combustíveis costumam ter efeito em cadeia: além de pesarem diretamente no orçamento de quem tem carro, eles também influenciam custos de frete e logística — o que pode respingar em outros preços com o tempo.
Por que o “detalhe” do IPCA importa mais do que o número cheio
Quando o IPCA sai, economistas e investidores olham além do índice geral e tentam entender quais preços subiram e se a alta veio de itens mais “voláteis” (que oscilam muito, como combustíveis e alguns alimentos) ou de itens mais “persistentes” (como serviços).
Em geral, altas concentradas em itens voláteis tendem a ser vistas como mais passageiras — embora ainda possam doer no bolso. Já pressões disseminadas, especialmente em serviços, costumam preocupar mais porque demoram mais a ceder.
Por que o acumulado em 12 meses é importante
O acumulado em 12 meses é como um “filme” mais longo da inflação. Ele ajuda a enxergar tendência, sem se prender a oscilações pontuais de um mês específico.
No caso de janeiro, o número em 12 meses ficou em 4,44% — acima do que estava em dezembro. Isso reforça o debate sobre se a inflação está ou não voltando a acelerar e o que isso significa para a política de juros.
Como o IPCA mexe com seu bolso (além do supermercado)
Mesmo que você não acompanhe o indicador de perto, o IPCA aparece indiretamente em várias decisões do dia a dia:
- Juros e crédito: inflação mais alta tende a dificultar queda de juros, o que influencia parcelamentos, empréstimos e financiamento.
- Reajustes e contratos: alguns preços e contratos podem levar a inflação como referência (dependendo da regra de reajuste).
- Investimentos: títulos atrelados à inflação (como Tesouro IPCA+) e outros ativos reagem às expectativas para inflação e juros.
- Salário e poder de compra: se a renda não acompanha a inflação, o poder de compra cai — mesmo que “um pouco” por mês pareça pouco.
O que observar nos próximos meses
Para entender se o IPCA de janeiro foi um “soluço” ou o início de uma tendência mais incômoda, vale acompanhar:
- Se a pressão de combustíveis continua ou se devolve parte da alta.
- Como se comportam serviços (que costumam ser mais persistentes).
- O ritmo de reajustes e itens sazonais típicos do começo do ano (que podem mexer com alguns grupos).
- As expectativas de inflação (como as do Boletim Focus) e a leitura do Banco Central sobre o cenário.
Fontes e referências
- IBGE – “Em janeiro, IPCA fica em 0,33%”: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/45832-em-janeiro-ipca-fica-em-0-33
- g1 – “IPCA: preços sobem 0,33% em janeiro…”: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/10/ipca-janeiro.ghtml
- Agência Brasil – “Inflação oficial de janeiro fica em 0,33%…”: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/inflacao-oficial-de-janeiro-fica-em-033-e-se-mantem-dentro-da-meta
- CNN Brasil – “Inflação varia 0,33% em janeiro…”: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/inflacao-varia-033-em-janeiro-com-alta-da-gasolina-segundo-ibge/
- UOL Economia – “Inflação oficial sobe 0,33% em janeiro…”: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/02/10/ipca-inflacao-oficial-do-pais-em-janeiro-de-2026.htm
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