No Show da Manhã 18/02/2026, apresentado por Marco Antônio Costa, com participações de Karina Michelin e Enio Viterbo, o programa percorreu, em ordem, temas que foram do pós-Carnaval a debates sobre atuação do STF, o Inquérito 4781 (“fake news”), medidas cautelares contra servidores da Receita/Serpro e suspeitas envolvendo o Banco Master. Na sequência, entrou o convidado Sebastião Coelho para comentar impedimento/suspeição e o papel do Senado, e depois Didi (Red Pill) participou do bloco sobre Carnaval 2026 e possíveis implicações eleitorais do desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula. O episódio ainda trouxe vídeos e comentários sobre MST (com fala de Raí), o bloco “Vaca Profana” em Olinda e, ao final, uma montagem com falas de ministros do STF.
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Show da Manhã 18/02/2026: abertura, “ressaca” pós-Carnaval e divulgação de bonés
Marco Antônio Costa abriu a edição destacando a “Quarta-feira de Cinzas” e chamou Karina Michelin para comentar os temas do dia, incluindo o Carnaval. Karina afirmou que a equipe acompanhou os desfiles “por dever de ofício” e adiantou que o programa trataria do que foi visto na avenida.
Na sequência, Marco apresentou Enio Viterbo e, antes de entrar nas pautas centrais, o apresentador divulgou uma promoção de bonés com slogans políticos (“Fora Toffoli” e “Fora Moraes”), informando valores, condições e chave Pix para compra. Karina comentou sobre o “look” do apresentador e sugeriu versões com mais nomes.
Trechos do episódio
- [00:01] “sejam todos bemvindos a mais um show da manhã” —
ver trecho - [04:59] “promoção incrível… boné fora toffoli… chave pix” —
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Show da Manhã 18/02/2026: STF, Inquérito 4781 e investigação de servidores da Receita/Serpro
Marco passou a ler e comentar uma notícia sobre o STF divulgar nomes de quatro servidores investigados por suposto vazamento de dados fiscais de ministros e familiares. Ele listou os nomes mencionados na reportagem e leu as medidas cautelares citadas no programa, como tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e restrições de deslocamento e acesso a sistemas.
Karina argumentou que a apuração deveria ocorrer, mas criticou o formato descrito no programa, afirmando que a condução seria inadequada por envolver autoridade apontada como parte interessada. Ela também comparou com um caso de 2019 envolvendo a revista Crusoé, lembrando que, segundo sua fala, servidores investigados à época teriam sido posteriormente restituídos.
Em seguida, foi exibido um VT jornalístico narrando detalhes sobre os servidores, cargos, salários e a informação de que teria havido acesso a dados da esposa de Alexandre de Moraes e de familiar de outro ministro. Após o vídeo, Marco e Enio ampliaram o debate para o “clima de paranoia” no STF e para cobranças de posicionamento público de ministros, citando que parte das críticas circularia “em off”.
Trechos do episódio
- [07:08] “supremo tribunal divulgando nomes de servidores suspeitos de vazamento” —
ver trecho - [14:10] “quatro servidores da receita federal são investigados pela polícia federal” —
ver trecho - [17:21] “ministros… acham que essas ordens… são ilícitas… e ficam no off” —
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Alcolumbre, PGR e críticas à condução do caso; menções ao Banco Master
O debate avançou para a competência do STF em investigar servidores sem prerrogativa de foro, com Enio questionando por que o caso estaria no Supremo. Ele citou o senador Davi Alcolumbre como figura que, segundo sua fala, “blindaria” pedidos de impeachment de ministros, e mencionou o procurador-geral Paulo Gonet como alinhado ao STF, apontando que teria pedido medidas cautelares contra os servidores.
Marco e Karina também conectaram o tema ao Banco Master, citando suspeitas e contratos mencionados durante o programa, e discutiram notas de entidades de classe. O apresentador leu trechos de uma nota atribuída a auditores fiscais, criticando o tom genérico do documento.
Trechos do episódio
- [20:45] “isso ainda está lá por causa de duas pessoas… david alcolumbre” —
ver trecho - [27:08] “banco master… repasse… quinze milhões… vinte milhões… total trinta e cinco” —
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Sebastião Coelho entra no Show da Manhã 18/02/2026 e discute suspeição/impedimento e Senado
Marco apresentou o desembargador aposentado Sebastião Coelho, conectando a conversa ao Amapá, a Alcolumbre e ao Banco Master. Sebastião afirmou que Dias Toffoli teria saído da relatoria do caso, mas permaneceria no colegiado que julgaria o tema, e sustentou que, no caso das medidas contra servidores, Alexandre de Moraes não poderia conduzir decisões por ser apontado como “vítima” no episódio envolvendo sua esposa.
Enio perguntou sobre a justificativa atribuída a Toffoli para deixar a relatoria por “altos valores institucionais”. Sebastião respondeu explicando conceitos de impedimento e suspeição, dizendo que juiz não escolhe processos e que o afastamento deveria ser fundamentado nos termos legais.
Karina questionou alternativas institucionais para controle do STF e a viabilidade de afastar Alcolumbre. Sebastião avaliou que haveria obstáculos políticos e judiciais, defendendo que senadores deveriam confrontar o tema publicamente e que eleições para o Senado deveriam considerar compromisso com pedidos de impeachment de ministros.
O bloco também abordou uma nota da federação União Progressista em defesa de Toffoli e um trecho sobre Toffoli negar à CNN hipótese de gravação de reunião, com ressalva de que a emissora não teria confirmado o teor. Ao final, Karina reforçou o chamado para manifestações de 1º de março e perguntou onde Sebastião estaria na data; ele mencionou a possibilidade de ir a Macapá e voltou a citar Alcolumbre e Paulo Gonet como centrais no debate.
Trechos do episódio
- [31:57] “toffoli saiu da relatoria… mas não saiu das decisões” —
ver trecho - [40:03] “impedimento… suspeição… juiz não pode escolher o processo” —
ver trecho - [45:04] “mesmo que tirasse… iria para o supremo… conseguiriam liminar” —
ver trecho - [55:02] “toffoli… absurdo total… ilação de gravação” —
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Show da Manhã 18/02/2026: Didi entra, Carnaval pró-Lula e debate sobre propaganda antecipada/AIJE
Após a despedida de Sebastião Coelho, Karina apresentou Didi (Red Pill), falando da participação dele a partir da Polônia. O programa então exibiu um trecho de entrevista com Paulo Vieira, em que ele afirmou que Lula e Janja o escolheram para representar o presidente no desfile da Acadêmicos de Niterói.
O comentário do estúdio se concentrou na interpretação de que a fala indicaria participação direta do Planalto. Enio disse que o ponto era relevante diante de notícias de que o governo buscaria se desassociar do desfile e citou reportagens sobre atuação de Janja junto a empresários. Ele também explicou que, segundo a Resolução TSE 23.732/2024 (citada no programa), o “pedido explícito de voto” pode ser inferido por termos e expressões, e mencionou a possibilidade de medidas como multa por propaganda antecipada e Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), a depender do conjunto de provas.
Karina listou elementos do desfile mencionados no debate: referências ao PT, número 13, “sem anistia”, jingle de campanha e carros alegóricos com conteúdo político, além de supostas mudanças de última hora em alegorias e questionamentos sobre financiamento.
Para referência externa sobre a norma citada no debate, veja a página do TSE: Resolução TSE nº 23.732/2024.
Trechos do episódio
- [57:03] “estejamos nas ruas no próximo dia primeiro com pauta” —
ver trecho - [01:04:24] “foi jan já foi lula… eu tinha como não aceitar” —
ver trecho - [01:07:33] “resolução… pedido explícito de voto… pode ser inferido” —
ver trecho - [01:11:22] “jingle de campanha… número treze… sem anistia” —
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Imagens do desfile, Arruda Botelho, Prerrogativas e críticas a relações entre advocacia e autoridades
Na etapa seguinte, Marco comentou imagens e descrições de alegorias exibidas no programa, incluindo sátiras e referências políticas. Ele também trouxe uma publicação atribuída a Arruda Botelho (“Se paguei, pagaria de novo”), associando o tema à discussão sobre financiamento e à lembrança de uma viagem citada no programa envolvendo Toffoli.
Karina e Enio ampliaram o debate para a presença de advogados e grupos jurídicos em eventos ligados ao governo e ao Carnaval. Enio citou reportagem que, segundo ele, mencionava advogados orientando a escola sobre símbolos partidários, e falou sobre a presença de integrantes do grupo Prerrogativas, incluindo Kakay e Marco Aurélio de Carvalho, defendendo que o público deveria observar o posicionamento político de fontes que aparecem como “juristas” no noticiário.
Trechos do episódio
- [01:19:44] “Arruda Botelho… ‘se paguei pagaria de novo'” —
ver trecho - [01:32:55] “kakay… prerrogativas… Moraes comemorou na casa do kakay” —
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MST, fala de Raí e o bloco “Vaca Profana” em Olinda
O programa exibiu um vídeo com Raí defendendo o MST, falando em “reparação histórica” e na abundância de terras no Brasil. Marco perguntou a Karina o que ela achou, e ela comentou a atuação pública do ex-jogador, relacionando o tema à presença de pautas políticas no Carnaval.
Depois, Enio introduziu o bloco “Vaca Profana”, em Olinda, descrevendo-o como parte de uma disputa interna no campo feminista sobre pautas trans. Marco e Didi comentaram o tema a partir do que foi mostrado no programa, destacando o caráter cultural e identitário do debate apresentado.
Trechos do episódio
- [01:23:21] “representa um movimento tão importante… reparação histórica” —
ver trecho - [01:41:47] “vamos de vídeo… grupo vaca profana” —
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Encerramento: viagem de Didi, debates finais e montagem com falas de ministros do STF
Na reta final, Didi informou que viajaria a Bruxelas para uma reunião na União Europeia e mencionou que pretendia denunciar o que chamou de “ditadura no Brasil” e situações envolvendo Jair Bolsonaro, além de citar censura. Enio e Marco seguiram debatendo, com comentários sobre repetição de temas ao longo dos anos e a leitura de mensagens do chat, incluindo discussão sobre anistia versus nulidade de processos.
O programa encerrou com uma vinheta/compilação final em tom editorial, trazendo trechos de falas de ministros do STF (como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso) e uma narração que conclamava o público a reagir politicamente.
Assim, o Show da Manhã 18/02/2026 fechou a edição retomando os principais eixos do episódio: críticas à condução de investigações no STF, o papel do Senado e da PGR no debate institucional, e a leitura política do Carnaval 2026 — temas que, segundo os participantes, se conectariam à mobilização de rua anunciada para 1º de março. A cobertura completa segue no Portal Fio Diário.
Trechos do episódio
- [01:56:24] “vou estar numa reunião… vou denunciar a ditadura no brasil” —
ver trecho - [02:16:30] “muito obrigado… me sigam aí nas redes sociais” —
ver trecho - [02:17:30] “enquanto o brasil é saqueado… isso não é justiça” —
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