- Valdemar Costa Neto afirma que o apoio a Flávio Bolsonaro precisa “acontecer de verdade” e cita Michelle, Nikolas e Tarcísio como peças centrais.
- A fala expõe cobranças e ruídos internos no bolsonarismo em meio à tentativa de reorganizar o campo político.
- Em outra frente, Heloísa Bolsonaro diz que Eduardo “não está bem”, em um relato que reforça a percepção de desgaste no núcleo familiar.
- Mesmo com tensões, Valdemar sinaliza expectativa de convergência para formar uma frente unificada na eleição.
Tempo de leitura estimado: 4 min
Nesta matéria
- O que Valdemar disse sobre a campanha de Flávio
- A cobrança por engajamento: Michelle, Nikolas e Tarcísio
- Clima interno: relato de Heloísa sobre Eduardo “não estar bem”
- O impacto político do contexto envolvendo Jair Bolsonaro
- O fio otimista: a promessa de união pelo projeto eleitoral
- O que fica para acompanhar
- Fontes e referências
O que Valdemar disse sobre a campanha de Flávio
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a falar sobre o apoio a Flávio Bolsonaro e, segundo nota publicada pela Veja, citou diretamente a necessidade de maior empenho de nomes com peso junto ao eleitorado conservador.
A leitura do dirigente partidário é que a campanha precisa transformar capital político em ação concreta — e, nesse pacote, aparecem como fundamentais a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Como se trata de relato de bastidor, o ponto central para o leitor é a mensagem política: há uma cobrança por coordenação, presença e entrega de campanha para consolidar o palanque pretendido.
A cobrança por engajamento: Michelle, Nikolas e Tarcísio
Na entrevista/bastidor relatado pela Veja, Valdemar menciona que Michelle, Nikolas e Tarcísio precisam “trabalhar para valer” para ajudar Flávio. A frase funciona como um recado interno: em vez de gestos pontuais, o partido quer participação mais visível — especialmente no que diz respeito ao apoio a Flávio Bolsonaro.
Onde entra o “apoio a Flávio Bolsonaro” no xadrez do PL
Ao citar publicamente (ou permitir que circule) a necessidade de engajamento, Valdemar também faz política para dentro: sinaliza para a militância e para quadros do partido que existe um eixo prioritário e que ele espera ver o grupo “fechar fileiras”.
Esse tipo de fala costuma cumprir duas funções ao mesmo tempo: pressiona atores a se moverem e, ao mesmo tempo, tenta reduzir a sensação de desorganização, oferecendo uma narrativa de comando.
Clima interno: relato de Heloísa sobre Eduardo “não estar bem”
Enquanto o PL tenta costurar e publicizar uma rota de convergência, a temperatura dentro do próprio bolsonarismo aparece em relatos de desgaste. A CNN Brasil informou que Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo Bolsonaro, usou as redes sociais para afirmar que o deputado “não está bem”, em um alusão ao fato de o filho de Jair Bolsonaro encontrar-se fora do Brasil e, segundo ela, sem possibilidade de retorno no momento, diante de perseguição política que vem sofrendo.
O episódio ganha peso político porque soma um elemento de fragilidade pessoal ao ambiente de cobrança e disputa por posições: quando aliados e familiares trocam críticas e defesas públicas, o efeito prático é ampliar ruídos e dificultar a disciplina de campanha.
O impacto político do contexto envolvendo Jair Bolsonaro
O pano de fundo é um cenário de forte tensão em torno de Jair Bolsonaro, descrito como “seguindo preso” no enquadramento citado pela matéria da CNN. Esse contexto tende a reverberar de duas formas: mobiliza a base mais fiel, mas também aumenta o nível de pressão emocional e política sobre o núcleo familiar.
Na prática, quando o centro simbólico do grupo passa por uma crise, as demais lideranças ficam submetidas a um duplo desafio: manter a coesão interna e, ao mesmo tempo, sustentar um discurso eleitoral que dependa de coordenação e presença pública.
O fio otimista: a promessa de união pelo projeto eleitoral
Apesar de tensões e sinais de desgaste, o recado de Valdemar — conforme relatado — aponta para uma saída: a expectativa de que os principais nomes do campo conservador atuem juntos para consolidar o palanque. Em outras palavras, a aposta do dirigente é que, mesmo com ruídos, o apoio a Flávio Bolsonaro se torne uma espécie de ponto de encontro para recompor a unidade.
Para o PL, essa convergência é estratégica: Michelle, Nikolas e Tarcísio são figuras com capacidade de mobilização em públicos diferentes (evangélicos, juventude conservadora/direita digital e eleitorado paulista/gestão). Se atuarem de modo coordenado, a mensagem tende a ser de força e de continuidade do projeto político do grupo.
O que fica para acompanhar
- Se Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira vão assumir agenda pública mais clara de apoio a Flávio Bolsonaro (eventos, vídeos, viagens, atos).
- Como Tarcísio de Freitas será encaixado (ou se manterá distância formal, por partido e estratégia em SP).
- Se os ruídos internos diminuem ou se novas declarações públicas ampliam a divisão.
- Quais serão os próximos sinais do PL sobre coordenação, marqueteiro e estrutura de campanha.
Fontes e referências
- Veja — “O motivo para falta de empenho de Michelle na campanha de Flávio, segundo Valdemar”
- CNN Brasil — “Esposa relata que Eduardo Bolsonaro ‘não está bem’”
Essa e outras matérias você encontra aqui, no portal do Fio Diário.




