SHOW DA MANHÃ – FBI NO CASO FILIPE MARTINS – DEP. FED. BIA KICIS – 20/10/2025

Stédile Coloca MST à Disposição de Maduro e Escancara Ameaça do Foro de São Paulo

A recente declaração do líder do MST, João Pedro Stédile, sobre o envio de “brigadas de militantes” para apoiar a ditadura venezuelana, somada à retórica beligerante de Lula, expõe a face mais radical do projeto de poder da esquerda latino-americana, arrastando o Brasil para uma perigosa zona de instabilidade regional.


A Máscara Caiu: A Internacionalização da Guerrilha

A proposta de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de organizar “brigadas de militantes” de movimentos populares latino-americanos para defender o regime de Nicolás Maduro na Venezuela não é um mero delírio ou um arroubo retórico. Trata-se da materialização de um projeto antigo, articulado sob a égide do Foro de São Paulo, que agora se apresenta de forma descarada: a criação de uma força paramilitar transnacional para sustentar ditaduras aliadas.

Essa manobra arrasta o Brasil para uma zona de conflito deliberado, posicionando-nos como cúmplices de um narcoestado e antagonistas diretos de potências globais como os Estados Unidos. O que antes era denunciado por analistas como Olavo de Carvalho e rechaçado pela grande mídia como “teoria da conspiração”, hoje se desenrola à luz do dia, validado pelas palavras de um dos principais aliados do governo Lula.

A fala de Stédile não é um ato isolado, mas o ápice de uma relação umbilical e historicamente documentada entre o petismo, o MST e o chavismo. Uma aliança que transcende a diplomacia e adentra o terreno da militância revolucionária.

A Conexão Histórica: MST e o Chavismo

A intimidade entre o MST e o regime venezuelano não é novidade. As ligações datam de décadas, iniciadas nos primeiros acordos entre Lula e Hugo Chávez, consolidando o MST não como um movimento agrário, mas como um braço armado e ideológico da esquerda radical. A natureza dessa aliança é internacionalista e focada na guerrilha, muito distante da esquerda acadêmica que habita as universidades.

A prova mais recente e tangível dessa parceria se deu em março de 2024, quando o regime de Maduro fez uma “doação” de terras ao MST.

Em março deste ano, o governo de Maduro doou 180 mil hectares para o MST. O nome da propriedade, sintomaticamente, é “Pátria Grande do Sul”.

A nomenclatura não é coincidência. Ela evoca diretamente o projeto da “Pátria Grande”, a utopia socialista de unificar a América Latina sob um mesmo regime, recuperando o terreno perdido após a queda do Muro de Berlim. É a concretização da sigla “URSAL” (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), antes uma ironia, agora um plano em execução.

O Discurso de Lula: A Retórica Anti-Imperialista como Cortina de Fumaça

Enquanto Stédile articula a movimentação de tropas informais, o presidente Lula oferece a cobertura diplomática e retórica. Em discursos cada vez mais agressivos e coléricos, Lula busca criar uma falsa narrativa de soberania nacional para justificar seu alinhamento com tiranos.

“A gente quer formar uma doutrina latino-americana (…) para que a gente possa sonhar que esse continente um dia vai ser independente. Que nunca mais presidente de outro país ousa falar grosso com o Brasil, porque a gente não vai aceitar!”

O que Lula chama de “dignidade” e “caráter” é, na verdade, um salvo-conduto para que ditadores como Maduro, Ortega e Díaz-Canel continuem a oprimir, torturar e matar seus próprios povos, livres de qualquer pressão internacional. A soberania que ele defende não é a do povo brasileiro ou venezuelano, mas a dos tiranos que se perpetuam no poder. Ao afirmar que “Cuba é exemplo de povo de dignidade”, Lula insulta a inteligência dos brasileiros e cospe sobre as sepulturas das vítimas do regime castrista.

Pontos-Chave da Análise

  • Ameaça Direta: A declaração de Stédile confirma que organizações como o MST funcionam como exércitos particulares à disposição de ditaduras socialistas.
  • Projeto “Pátria Grande”: A doação de 180 mil hectares por Maduro ao MST materializa o conceito da “Pátria Grande”, mostrando que a unificação socialista da América Latina é um projeto ativo.
  • Retórica de Lula: O presidente utiliza uma falsa defesa da soberania para isolar regimes autoritários da pressão internacional, alinhando o Brasil a um eixo de ditaduras.
  • Foro de São Paulo Desnudado: A articulação entre MST, o governo brasileiro e a Venezuela expõe, sem disfarces, o verdadeiro objetivo do Foro de São Paulo: a defesa mútua de seus regimes, ainda que por meios não democráticos.

Conclusão: Um Caminho Perigoso para o Brasil

As declarações de João Pedro Stédile e os discursos inflamados de Lula não são eventos isolados; são peças de um mesmo quebra-cabeça. Revelam um projeto de poder continental que despreza fronteiras, soberania popular e direitos humanos. O Brasil está sendo ativamente conduzido para se tornar o fiador de uma aliança de regimes falidos e criminosos.

Ignorar esses sinais é de uma ingenuidade irresponsável. A imprensa, o Congresso Nacional e as instituições que ainda prezam pela democracia têm o dever de tratar este assunto com a gravidade que ele exige. O que está em jogo não é apenas a política externa, mas a própria segurança e o futuro do Brasil como nação livre e soberana.


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