Caso Master no Amapá: o que liga Davi Alcolumbre a Jocildo Silva Lemos e ao fundo de aposentados investigado

Alcolumbre
Agencia Brasil
E ai Davi Alcolumbre?
  • A PF investiga a aplicação de cerca de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) em papéis ligados ao Banco Master.
  • O presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, é citado como indicado politicamente por Davi Alcolumbre e virou alvo de operação.
  • Até o momento, Alcolumbre não é apontado como alvo direto da operação; o vínculo relatado por veículos é de indicação/apadrinhamento.
  • Reportagens indicam suspeita de decisões sem documentação técnica suficiente e com alertas de risco ignorados.

Nesta matéria

O que é o “caso Master no Amapá”

O caso Master no Amapá reúne apurações sobre a destinação de recursos do fundo previdenciário do estado, a
Amapá Previdência (Amprev), para investimentos ligados ao Banco Master. As reportagens citam um aporte
de aproximadamente R$ 400 milhões em títulos (como letras financeiras), e a suspeita de que decisões internas tenham
ocorrido com falhas de governança e de análise de risco.

Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal deflagrou operação com mandados de busca e apreensão contra integrantes da
cúpula da autarquia, em investigação autorizada pela Justiça Federal em Macapá, segundo relatos da imprensa.

Quem é Jocildo Silva Lemos

O principal nome associado à gestão do fundo nas reportagens é Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev.
Ele aparece descrito como figura central nas decisões do investimento que levou o caso ao radar de órgãos de controle
e da PF.

O blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, afirma que Jocildo foi indicado para o cargo por Davi Alcolumbre
(União Brasil-AP). Já outros veículos relatam que ele tinha relação política com o senador e que a indicação é parte do
contexto de apuração e do desgaste político gerado pelo caso.

O que liga Alcolumbre a Jocildo e à Amprev

Ligação política (indicação) é o elo citado publicamente

O ponto mais recorrente nas publicações é que o elo entre o senador e o caso é político: Jocildo Silva Lemos teria sido
indicado ou apadrinhado por Davi Alcolumbre para comandar a Amprev.

Até o que está descrito nessas fontes abertas, o nome de Alcolumbre surge por ser uma liderança local e nacional do Amapá e,
portanto, associado às nomeações e ao ambiente político no qual a autarquia opera — não como alguém apontado como responsável
direto por decisões técnicas ou financeiras dentro do fundo.

O que a PF investiga e quais são as suspeitas

As reportagens mencionam que a investigação mira suspeitas de irregularidades relacionadas ao investimento de cerca de
R$ 400 milhões pela Amprev em papéis associados ao Banco Master.

caso Master no Amapá: suspeitas citadas em reportagens

  • Possível aprovação de investimento com documentação técnica insuficiente ou sem suporte robusto.
  • Indícios de que alertas de risco teriam sido ignorados.
  • Questionamentos sobre governança, fluxo de decisão e responsabilidades internas.

O Poder360 e outros veículos afirmam que as decisões teriam passado por reuniões internas e instâncias do fundo, e que a PF
busca esclarecer se houve dolo, negligência, vantagem indevida ou outras condutas ilícitas. A extensão do prejuízo e o status
de ressarcimento/recuperação de valores também aparecem como pontos de atenção.

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O que diz Davi Alcolumbre

Após a operação, Davi Alcolumbre se manifestou publicamente — segundo o Correio Braziliense — dizendo confiar nas instituições e
defendendo que as apurações ocorram com transparência e respeito ao devido processo legal. Em textos citados por colunistas e outros
veículos, o senador também negou envolvimento com decisões do fundo e contestou vínculos diretos com nomeações ou com a aplicação
dos recursos.

Na prática, o que se tem até aqui no noticiário é um cenário em que o caso Master no Amapá pressiona politicamente Alcolumbre pela
proximidade atribuída a Jocildo Silva Lemos, enquanto as investigações se concentram na gestão e nos atos dentro da Amprev.

O que observar daqui em diante

  • Desdobramentos do inquérito: eventuais denúncias, indiciamentos e a delimitação de responsabilidades.
  • Documentos oficiais: decisões colegiadas, pareceres, notas técnicas e registros de reunião que sustentaram o investimento.
  • Recuperação de valores: medidas judiciais e administrativas para ressarcimento, bloqueios e acordos.
  • Governança da Amprev: mudanças na gestão e em políticas de investimento após o caso.

Fontes e referências

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Marco Antonio Costa

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