No Show da Manhã 10/03/2026, apresentado por Marco Antônio Costa com participação de Carol Sponza, Malcon Mazzucatto e Ricardo Ventura, a edição acompanhou, em ordem, a mobilização em Brasília por pedidos de impeachment contra ministros do STF, a repercussão do gesto de Romeu Zema, e o debate sobre o caso Banco Master — incluindo o contrato atribuído ao escritório de Viviane Barci. Ao longo do programa, os comentaristas também discutiram o papel do Senado, a possibilidade de CPI para apurar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, críticas sobre o 8 de janeiro e a leitura de trechos de imprensa e de falas públicas relacionadas ao tema.
Mobilização em Brasília e o pedido de impeachment no Show da Manhã 10/03/2026
Na abertura, Marco Antônio Costa deu bom dia à audiência e chamou Carol Sponza para relatar o que havia ocorrido em Brasília no dia anterior. Carol afirmou que ela e Marco estiveram no Senado “pedindo o impeachment do ministro Moraes” e disse que, além do pedido, também foi acionado o Conselho de Ética do Senado por meio do senador Eduardo Girão contra Davi Alcolumbre, apontado por ela como responsável por não pautar pedidos de impeachment.
Na sequência, Marco apresentou Malcon Mazzucatto, que parabenizou a iniciativa e avaliou que, mesmo com muitos pedidos anteriores, “faz toda a diferença” manter a pressão política. Marco reforçou que considerava o gesto de Romeu Zema “histórico” por ser, segundo ele, a primeira vez que um governador em exercício protocolava um pedido de impeachment de ministro do STF, e defendeu que o tema deveria se ampliar para uma discussão sobre reformas institucionais.
Quotes (falas do programa)
- Carol Sponza: “Estivemos aqui pedindo o impeachment do ministro Moraes.”
- Malcon Mazzucatto: “Não é questão de ‘ah, é mais um’… faz toda a diferença.”
Trechos do episódio
- [02:53] “estivemos aqui pedindo o impeachment do ministro moraes” — ver trecho
- [04:42] “não é questão de ah é mais um… faz toda a diferença” — ver trecho
- [05:28] “é histórico porque o zema… deu esse primeiro passo” — ver trecho
Romeu Zema em vídeo e a cobrança sobre outros governadores no Show da Manhã 10/03/2026
Depois de contextualizar o protocolo do pedido, Marco exibiu um vídeo com declaração de Romeu Zema. No trecho, Zema disse que estava ali “muito mais como um brasileiro indignado” e defendeu que ministros do STF também poderiam sofrer impeachment, mencionando a necessidade de mudanças na lei da magistratura e afirmando que a maioria dos magistrados seria correta, mas que uma minoria estaria manchando a instituição.
Após o vídeo, Malcon avaliou que o ato “subiu a régua” e aumentou a cobrança sobre outras lideranças. Em seguida, Carol comentou críticas que, segundo ela, surgiram nas redes sobre “o porquê” de Zema se pronunciar naquele momento. Ela citou uma fala atribuída a Gilmar Mendes sobre Minas Gerais e disse que, na visão dela, Zema teria tentado “governar” antes de entrar no confronto, mas que os episódios recentes teriam tornado a situação “insustentável”.
Quotes (falas do programa)
- Romeu Zema (vídeo): “Estou aqui hoje muito mais como um brasileiro indignado.”
- Romeu Zema (vídeo): “Já passou da hora… do mesmo acontecer com ministros do Supremo.”
Trechos do episódio
- [11:20] “muito mais como um brasileiro indignado do que como governador” — ver trecho
- [13:44] “o Zema agora subiu a régua… como vão se posicionar” — ver trecho
- [17:15] “chegou num ponto… que não dá mais” — ver trecho
Vídeos de Ratinho Jr., Kassab e Caiado; 8 de janeiro e críticas ao Senado
O programa exibiu, então, trechos de respostas de Ratinho Júnior, Kassab e Ronaldo Caiado a perguntas sobre o tema. As falas foram tratadas pelos comentaristas como genéricas e pouco conclusivas. Marco e Carol disseram que o conteúdo ilustraria um comportamento “tradicional” e “evasivo” de parte da classe política diante do STF e do caso Banco Master.
Na mesma janela, Carol mencionou críticas recebidas nas redes sobre a atuação em relação aos presos do 8 de janeiro. Ela afirmou que Zema teria se manifestado anteriormente sobre “Débora do batom” e que a família Bolsonaro também teria falado do tema desde então. Carol ainda citou a representação de Eduardo Girão contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética, defendendo que seria necessário pressionar o Senado para pautar pedidos e investigações.
Trechos do episódio
- [20:02] “acho que vai dizer as investigações né” — ver trecho
- [20:19] “a Constituição Brasileira diz… o Senado Federal tem tais prerrogativas” — ver trecho
- [26:02] “o Zema foi um dos primeiros a fazer um vídeo da Débora do batom” — ver trecho
Contrato citado no caso Banco Master e trechos de Reinaldo Azevedo
Na sequência, Marco introduziu o tema do contrato atribuído ao escritório de Viviane Barci no contexto do Banco Master. O programa exibiu trechos de Reinaldo Azevedo comentando uma nota do escritório e sustentando que haveria documentação do trabalho realizado. Em reação, Carol e Malcon questionaram o valor mencionado no programa (R$ 129 milhões) e disseram que, na avaliação deles, a cifra seria incompatível com o tipo de serviço descrito, defendendo que o caso deveria ser apurado.
O debate seguiu com novos trechos de Reinaldo Azevedo, incluindo um momento em que ele argumentou que Alexandre de Moraes não teria como “impedir” determinados desfechos. Carol e Malcon responderam dizendo que, na visão deles, o raciocínio não afastaria suspeitas e que o tema exigiria investigação e transparência.
Trechos do episódio
- [31:58] “essa nota responde… o trabalho… está devidamente documentado” — ver trecho
- [33:53] “um contrato de cento e vinte e nove milhões… pra fazer um compliance” — ver trecho
- [36:35] “não havia o que o Alexandre pudesse fazer pro Vorcaro” — ver trecho
Reforma do STF e restrições a parentes de ministros atuando na Corte
Em seguida, o programa trouxe uma notícia sobre o fechamento de um escritório ligado a familiares de ministro, em meio ao debate sobre regras de ética e atuação de parentes no STF. Malcon defendeu que, independentemente do nome do escritório, parentes de ministros não deveriam atuar na Corte, ainda que pudessem advogar em outras instâncias. A discussão foi conectada a uma pauta mais ampla de reforma institucional, com críticas ao que os comentaristas chamaram de dificuldade de controle efetivo sobre ministros.
Trechos do episódio
- [48:36] “filha e genro… fecham escritório de advocacia” — ver trecho
- [51:15] “parentes de ministros não podem acessar a corte ponto” — ver trecho
Evento em Londres, uísque e autoridades: análise com Ricardo Ventura
Com a entrada de Ricardo Ventura, o programa passou a detalhar um encontro em Londres, descrito como uma degustação de uísque em clube exclusivo, com custo elevado e presença de autoridades brasileiras. Marco listou nomes citados no programa e contrastou o episódio com críticas feitas ao tratamento de investigados e com referências ao 8 de janeiro.
Ventura afirmou que, para ele, a comunicação não se limita ao que é dito, mas também ao que é “representacional”, e avaliou que eventos de luxo transmitiriam uma mensagem de distanciamento em relação ao cidadão comum. Malcon também comentou o contraste entre o custo de itens citados e a renda do trabalhador, dizendo que o episódio teria forte impacto simbólico.
Trechos do episódio
- [52:59] “Moraes… Vorcaro… degustaram Mccallen juntos em Londres” — ver trecho
- [55:23] “o evento custou seiscentos mil dólares” — ver trecho
- [01:00:23] “a garrafinha… custa cem mil… tapa na cara do povo” — ver trecho
Vazamentos, “linchamento moral” e o debate sobre nulidades
O programa entrou na repercussão de falas atribuídas a Gilmar Mendes sobre a divulgação de mensagens privadas envolvendo Daniel Vorcaro e sua ex-noiva. Carol diferenciou, no debate, a exposição de conteúdo íntimo — que ela disse criticar — e a relevância de mensagens como elementos para apuração. A conversa avançou para o risco de nulidades processuais e para a avaliação de que disputas jurídicas poderiam interferir no andamento de investigações.
Na sequência, foi exibido um trecho de Daniela Lima relatando que ouviu uma “fonte” sobre a exposição das mensagens íntimas e descrevendo como o conteúdo se espalhou rapidamente. Ventura argumentou que, na leitura dele, as conversas mostrariam a ex-noiva como confidente e que o foco na intimidade poderia deslocar o debate do que seria central na apuração.
Trechos do episódio
- [01:01:46] “Gilmar Mendes chama de barbárie institucional… linchamento moral” — ver trecho
- [01:03:56] “não tem que expor as mensagens de cunho sexual” — ver trecho
- [01:07:59] “uma das fontes… ele me disse… mensagens íntimas” — ver trecho
Alfredo Gaspar na CPMI e a CPI no Senado para investigar Moraes e Toffoli
O programa exibiu um trecho de fala do deputado Alfredo Gaspar na CPMI do INSS. No vídeo, ele cobrou explicações sobre valores citados no programa e questionou se a comissão permaneceria calada. Malcon comentou que a fala representaria uma elevação de tom e disse que, na visão dele, o caso teria potencial de “furar a bolha”.
Logo depois, foi lida uma matéria sobre o senador Alessandro Vieira ter reunido assinaturas para criar uma CPI no Senado para investigar Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Marco e Carol discutiram obstáculos regimentais e o papel de Davi Alcolumbre para pautar o tema, defendendo, no debate, que a pauta deveria reunir apoios diversos no Senado.
Fonte externa citada no programa: Metrópoles.
Trechos do episódio
- [01:15:04] “quando você recebe… oitenta milhões… deve satisfação” — ver trecho
- [01:18:49] “já tem o número necessário de assinaturas para criar uma CPI” — ver trecho
- [01:20:06] “tem que ver se vai ser CPMI… tem que bater no regimento” — ver trecho
Reforma institucional, mobilização popular e o episódio do “boné ideológico”
Na parte final, o programa voltou ao tema de reformas e pressão popular. Ventura comparou situações de endividamento e renegociação, e o debate seguiu para críticas ao que os comentaristas chamaram de assimetria entre cidadãos comuns e autoridades. Marco e os convidados defenderam que a mobilização deveria incluir conversas no cotidiano e participação política contínua.
Marco também relatou um episódio no Senado em que, segundo ele, foi orientado a não entrar com um boné, descrito no programa como “boné ideológico”. Ele contou que retirou o boné para passar no raio-X e depois voltou a usá-lo no interior do prédio, afirmando que não houve nova abordagem. Ventura interpretou o caso como exemplo de “pílulas de autoritarismo” e disse que redes sociais teriam reduzido a distância entre cidadãos e autoridades.
Trechos do episódio
- [01:29:22] “o senado federal seria o freio do stf… não funcionou” — ver trecho
- [01:38:17] “não pode entrar com esse boné… boné ideológico” — ver trecho
- [02:00:38] “são pílulas de autoritarismo… não você não pode porque não pode” — ver trecho
Ao encerrar, o Show da Manhã 10/03/2026 reuniu, em sequência, a repercussão do pedido de impeachment protocolado por Romeu Zema, as críticas ao papel do Senado e de Davi Alcolumbre, e o aprofundamento do debate sobre o caso Banco Master — com menções a contrato, viagens e encontros descritos no programa. A edição também destacou a articulação por CPI para investigar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e terminou com apelos à mobilização e à discussão pública dos temas. A cobertura completa e outros conteúdos políticos podem ser acompanhados no Portal Fio Diário.




