O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decidiu que o deputado federal Gustavo Gayer deverá pagar R$ 20 mil à ex-ministra Gleisi Hoffmann por danos morais.
Segundo o Estadão, a decisão foi tomada após análise de um vídeo publicado pelo parlamentar em março de 2025 na plataforma X. No material, ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria “oferecendo” a então ministra a lideranças do Congresso, comparando a situação à atuação de um cafetão com uma “garota de programa”.
Gustavo Gayer mencionou Davi Alcolumbre em vídeo
No mesmo conteúdo, o deputado mencionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e sugeriu que ele formasse um “trisal” com Gleisi e o deputado Lindbergh Farias, que à época exercia a liderança do partido na Câmara.
A manifestação ocorreu após declaração de Lula sobre a escolha de uma “mulher bonita” para a articulação política junto aos presidentes da Câmara e do Senado, entre eles Hugo Motta.
A defesa de Gayer sustentou que a publicação estaria protegida pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão. O argumento foi acolhido em primeira instância, mas a decisão foi revista pelo tribunal.
Ao reformar o entendimento inicial, a Corte apontou que a linguagem utilizada pelo deputado “é chula, sexualizada e desprovida de qualquer conteúdo político ou institucional”.




