O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil pode reagir à decisão dos Estados Unidos de retirar do país o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo Carvalho. A fala ocorreu durante viagem entre Alemanha e Portugal.
Segundo o presidente, a resposta dependerá da confirmação de irregularidades na atuação das autoridades norte-americanas. Ele mencionou a possibilidade de adotar medidas com base em reciprocidade. As informações são do Poder 360.
“Eu não sei o que aconteceu, fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso, sabe, americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa, ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil”, declarou Lula.
Marcelo Ivo Carvalho atuava como oficial de ligação da Polícia Federal em Miami desde 2023. A função incluía cooperação com autoridades locais em temas como imigração e segurança. A missão, inicialmente prevista para dois anos, havia sido prorrogada até agosto de 2026.
O caso envolve o ex-deputado Alexandre Ramagem, que está nos Estados Unidos. O governo norte-americano alegou que o delegado monitorou o ex-parlamentar na Flórida com o objetivo de acelerar um processo de extradição.
Em nota, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Carvalho tentou manipular mecanismos migratórios e contornar procedimentos formais. A decisão foi encerrar a missão antes do prazo.
Atuação do delegado e desdobramentos do caso
Carvalho tem mais de duas décadas de atuação na Polícia Federal. Ao longo da carreira, ocupou cargos como superintendente na Paraíba e funções ligadas ao combate ao crime organizado em São Paulo, além de ter chefiado a delegacia do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A situação ganhou repercussão após a prisão de Ramagem pelo ICE, órgão de imigração dos Estados Unidos. O ex-deputado foi liberado dois dias depois.
O senador Dr. Hiran declarou anteriormente que havia atuação de um “delegado nos EUA” contra Ramagem e sua família. Ele também mencionou pressão do governo brasileiro no caso.
A Polícia Federal informou que a prisão ocorreu dentro de cooperação internacional. Autoridades norte-americanas, no entanto, apresentaram versão diferente sobre a atuação do delegado.
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