Atentado contra Trump: veja tudo o que se sabe sobre o caso

Atentado contra Donal Trump
Hotel Washington Hilton, local onde ocorreu o atentado contra Trump durante jantar oficial nos Estados Unidos. Foto: reprodução/redes sociais

Durante as horas seguintes ao atentado contra Donald Trump e integrantes do governo, novas informações foram divulgadas por autoridades e pela imprensa dos Estados Unidos. O episódio ocorreu durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton, na capital do país.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou neste domingo (26) que o ataque tinha como alvos o presidente e membros do alto escalão. A investigação passou a reunir elementos sobre o suspeito, incluindo um manifesto enviado minutos antes da ação. As informações são da Gazeta do Povo.

O autor, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido no local. Ele atuava como engenheiro mecânico e desenvolvedor de jogos e havia recebido reconhecimento profissional em 2024. No documento de 1.052 palavras, ele se descreveu como um “Assassino Federal Amigável” e listou possíveis alvos. O texto também apresenta críticas religiosas, incluindo a afirmação de que “oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”.

Familiares do suspeito acionaram a polícia após receberem o manifesto. O irmão entrou em contato com autoridades de New London, em Connecticut, e a irmã relatou que ele apresentava comportamento político radical e mantinha armas escondidas.

Documenta menciona falhas de hotel em atentado contra Trump

O documento também menciona falhas de segurança no hotel. O suspeito afirmou ter se hospedado no local um dia antes portando armamento, incluindo espingarda, pistola e facas, e classificou o sistema como vulnerável. Ele escreveu que agentes estrangeiros poderiam realizar ataques no local devido ao que chamou de “incompetência insana”.

Autoridades, por outro lado, afirmaram que o esquema de proteção funcionou. O procurador-geral Todd Blanche declarou que o modelo de segurança em múltiplas camadas impediu a entrada do suspeito no salão principal, onde ocorria o evento. Allen foi detido antes de alcançar a área com convidados.

O hotel já foi palco de outro atentado, ocorrido em 1981 contra Ronald Reagan. O local possui múltiplos acessos e áreas amplas, o que, segundo especialistas, dificulta o monitoramento completo.

Após o episódio, Trump elogiou a atuação do Serviço Secreto e classificou a resposta como “excepcional”. Em entrevista à CBS, afirmou: “Esses rapazes fizeram um ótimo trabalho” e chamou o autor de “lobo solitário lunático”.

O caso também impulsionou discussões sobre a construção de um novo espaço para eventos dentro da Casa Branca. A proposta prevê um salão de festas com cerca de 8.300 metros quadrados e custo estimado em US$ 400 milhões. O projeto é defendido por aliados do presidente como forma de concentrar eventos em área controlada.

O Departamento de Justiça reforçou a necessidade da obra. Todd Blanche declarou: “É hora de construir o salão”. O governo também solicitou a retirada de ação judicial que impede construções na área.

Dias antes do atentado, reportagem revelou detalhes sobre contratos relacionados à empresa responsável pela obra. A empreiteira teria firmado acordo de US$ 17,4 milhões para reformas próximas à Casa Branca, valor superior a estimativas anteriores.

Ataque gera teorias

Nas redes sociais, o ataque gerou teorias sobre possível encenação. Segundo levantamento da consultoria TweetBinder, publicações com o termo “encenado” ultrapassaram 300 mil menções até o domingo. Algumas versões sugeriam tentativa de manipulação política.

Relatos também mencionaram interrupção de transmissão de uma jornalista como possível censura, mas o episódio foi atribuído a falha de sinal.

Trump rejeitou as alegações. Em entrevista ao programa 60 Minutes, afirmou que os responsáveis por esse tipo de conteúdo são “mais doentes do que são vigaristas”.

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Marco Antonio Costa

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