Fux assume relatoria de ADPF para anular rejeição de Messias no Senado

Luiz Fux no Senado
Luiz Fux durante sessão do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, foi definido como relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1324), protocolada após a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga na Corte.

A ação foi apresentada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura. O pedido inclui concessão de liminar para suspender os efeitos da votação realizada no Senado Federal, além da declaração de nulidade da sessão. As informações são da Gazeta do Povo.

A entidade também solicita que seja realizada uma nova deliberação pelos senadores.

Pedido de nova votação e argumentos apresentados

De acordo com o documento, a nova votação deve ocorrer de forma nominal. Atualmente, a análise de indicações desse tipo ocorre por voto secreto.

Na petição inicial, a associação afirma que houve irregularidades no processo. “Não cabe ao Judiciário substituir a vontade política do Senado, mas cabe a este Supremo Tribunal Federal anular atos onde a vontade política se transmuda em vício de legalidade por manipulação”.

A entidade sustenta que a sessão representou um “simulacro institucional” e aponta a existência de “desvio de finalidade” na condução da votação.

Discussão sobre desvio de finalidade

A tese de desvio de finalidade foi mencionada por aliados de Messias e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a rejeição no Senado.

Segundo esse entendimento, a decisão não teria considerado critérios como “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”, mas sim o vínculo do indicado com o chefe do Executivo.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, ligado ao grupo Prerrogativas, afirmou que a situação poderia ser objeto de análise no STF por meio de uma ADPF. Ele participa de discussões com juristas sobre a apresentação da ação.

“No fundo, é menos sobre o Messias e mais sobre o que vai vir daqui para a frente, nós podemos ganhar a eleição, podemos perder a eleição, há outras vagas a vir por aí”, declarou o advogado.

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Marco Antonio Costa

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