Os investimentos federais na área de Defesa registraram queda de 10,8% nos três primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na comparação com o mesmo período da gestão anterior. Entre 2023 e 2025, foram destinados R$ 404,3 bilhões para o setor, contra R$ 453,8 bilhões entre 2019 e 2021, já considerando correção pela inflação.
A redução acontece mesmo com crescimento das despesas totais da União. O orçamento federal passou de R$ 14 trilhões para R$ 15,2 trilhões nos períodos comparados. Na prática, a área militar perdeu participação dentro do gasto público nacional.

Marinha sofre maior corte enquanto Defesa cobra mais recursos de Lula
Os três braços das Forças Armadas tiveram redução nos recursos. A maior queda atingiu a Marinha, com recuo de 15,5%. O Exército registrou baixa de 9,6%, enquanto a Aeronáutica teve redução de 7,7%.
O cenário gerou alerta dentro do próprio governo. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou neste mês que o orçamento atual “não dá para absolutamente nada” e reclamou da falta de previsibilidade financeira para investimentos e compras estratégicas de Lula.
O Ministério da Defesa argumenta que houve aumento das despesas discricionárias e cita projetos de modernização militar e expansão naval. Mesmo assim, os números mostram redução proporcional dos recursos destinados à área em um momento de tensão internacional crescente e preocupação com proteção de rotas estratégicas para a economia brasileira.




