O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado afirmou que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode se tornar uma medida inevitável caso a própria Corte não adote providências diante de denúncias envolvendo magistrados. A declaração foi feita durante encontro com empresários promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).
Ao abordar a atuação do STF, Caiado afirmou que a instituição foi “gravemente atingida” por episódios relacionados a questões pessoais de ministros e defendeu que eventuais suspeitas sejam apuradas sem comprometer a imagem da Corte. Segundo ele, magistrados citados em denúncias deveriam se afastar temporariamente para preservar a imparcialidade dos julgamentos e a credibilidade institucional do tribunal.

Caiado levanta críticas ao STF que entram no debate eleitoral
As declarações ocorreram em meio à repercussão de investigações e questionamentos envolvendo familiares de integrantes do Supremo. Para o pré-candidato, a capacidade de o próprio tribunal adotar medidas internas seria fundamental para evitar um agravamento da crise entre as instituições.
Caiado afirma que não deseja conduzir um processo de impeachment contra ministros da Corte, mas declarou que a medida “vai acontecer” caso o STF não demonstre capacidade de enfrentar os problemas apontados. Ele ressaltou que o rito de impeachment de ministros tramita exclusivamente no Senado, mas reconheceu que uma eventual abertura de processos ampliaria a tensão institucional no país.
A fala insere o debate sobre a responsabilização de ministros do Supremo no cenário eleitoral de 2026 e reforça uma pauta que vem ganhando espaço entre setores da oposição. Com a renovação de parte do Senado prevista para as próximas eleições, a relação entre Congresso e STF tende a permanecer entre os principais temas da disputa política nacional.




