O avanço de uma proposta de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos abriu uma nova frente de disputa política no Brasil. No centro da controvérsia está o senador Flávio Bolsonaro, que afirmou ter solicitado diretamente ao presidente norte-americano Donald Trump que não aplicasse a medida contra empresas brasileiras.
A declaração foi feita após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar a adoção da tarifa como resultado de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. A proposta ainda vai passar por análise do governo americano antes de uma decisão definitiva.

Durante viagem a Washington na semana passada, Flávio se reuniu com Trump, com o vice-presidente americano JD Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o senador, o pedido para que os produtos brasileiros fossem poupados da taxação foi apresentado aos três integrantes do governo norte-americano.
Nova tarifa amplia desgaste político e gera disputa sobre responsabilidades
A proposta provocou forte repercussão em Brasília. Enquanto aliados de Flávio tentam desvincular o senador da medida, adversários passaram a associar sua aproximação com a Casa Branca ao novo embate comercial entre os dois países.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a investigação comercial teve início em 2025, antes de sua visita aos Estados Unidos, e declarou que cabe ao governo brasileiro conduzir as negociações diplomáticas para evitar a aplicação das tarifas. Ele também informou que pretende encaminhar uma carta formal ao governo americano reforçando o pedido para que a medida não seja implementada.

Caso seja confirmada, a tarifa pode atingir diversos setores exportadores e ampliar as tensões comerciais entre Brasil e EUA. A definição final permanece nas mãos de Trump.




