O ex-banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta mais um obstáculo na tentativa de colaborar com as investigações que envolvem seu nome. Nesta sexta-feira (12), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise a situação do empresário. O movimento acontece depois que a Polícia Federal recusou pela segunda vez uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro.
Segundo a Polícia Federal, as informações oferecidas por Vorcaro ainda seriam insuficientes diante do que os investigadores acreditam que ele sabe sobre o caso. Por isso, a proposta não foi aceita.

PF quer transferência de Vorcaro para prisão comum
Além de recusar o acordo, a Polícia Federal também recomendou que Vorcaro deixe a cela especial onde estava custodiado na superintendência da corporação, em Brasília. O ex-banqueiro permanecia no local enquanto tentava avançar nas negociações de colaboração com as autoridades.
Agora, a expectativa se volta para a Procuradoria-Geral da República, que pode avaliar se há espaço para retomar as conversas ou se a posição da PF deve prevalecer. Até o momento, a PGR ainda não divulgou um parecer sobre o caso.
Bastidores aumentam a pressão sobre a investigação
Segundo informações divulgadas pela imprensa, uma das revelações contidas na proposta rejeitada envolveria um suposto repasse de US$ 30 milhões ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A alegação, no entanto, faz parte de um acordo que não foi aceito pelas autoridades e não possui validação judicial.
O caso segue cercado de expectativa porque uma eventual colaboração de Vorcaro pode atingir nomes importantes da política e do mercado financeiro. A decisão sobre os próximos passos dependerá da análise da PGR e das futuras manifestações do Supremo.




