O ex-presidente Jair Bolsonaro pode permanecer mais tempo em prisão domiciliar. A possibilidade ganhou força após a equipe médica encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um novo relatório apontando agravamento de seu quadro de saúde, especialmente em relação aos episódios recorrentes de soluço.
Segundo o documento enviado ao STF, os médicos precisaram elevar a medicação para controlar os sintomas, utilizando doses próximas ao limite considerado seguro. O relatório também descreve outras queixas persistentes, como cansaço frequente, fadiga durante atividades moderadas e alterações de equilíbrio.

Exames devem investigar origem dos sintomas do Bolsonaro
A equipe responsável pelo tratamento pretende realizar novos exames para entender a causa dos problemas de saúde. Entre eles está uma endoscopia digestiva, que permitie avaliar possíveis alterações no esôfago e no sistema digestivo que possam estar relacionadas aos episódios de soluço.
Os médicos também buscam identificar se há fatores associados às complicações de saúde enfrentadas por Bolsonaro nos últimos anos. O ex-presidente já passou por diversos procedimentos médicos desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
Decisão cabe a Moraes
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, quando o Supremo autorizou a medida por 90 dias em razão de um quadro de broncopneumonia. Com o prazo se aproximando do fim e a apresentação do novo relatório médico, a situação volta à análise do ministro Alexandre de Moraes.

Nos bastidores do Supremo, a avaliação é que as informações apresentadas pela equipe médica podem influenciar a decisão sobre uma eventual prorrogação da medida. A definição, porém, depende da análise dos laudos e das condições de saúde apresentadas ao tribunal.
Enquanto isso, Bolsonaro segue em tratamento e aguarda os próximos desdobramentos do caso, que mistura questões judiciais e médicas em uma das principais discussões envolvendo o ex-presidente nos últimos meses.




