A relação entre Brasil e Estados Unidos ganhou mais um sinal de distanciamento durante a cúpula do G7, na França. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump participaram da foto oficial do encontro, mas não se cumprimentaram, mesmo posicionados próximos entre outros líderes mundiais.
O episódio ocorreu em meio ao aumento das divergências entre os dois governos em temas que vêm gerando atritos diplomáticos nas últimas semanas.
Entre os principais pontos de discordância está a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida foi contestada pelo governo brasileiro. Outro foco de tensão envolve o anúncio da gestão Trump sobre a possibilidade de aplicar tarifas de 25% a produtos brasileiros, sob a justificativa de práticas comerciais consideradas inadequadas por Washington.

Lula e Trump se desentendem antes de reencontro
Horas antes da foto oficial, Lula discursou no evento e afirmou que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania de cada país. A declaração foi interpretada como um recado às recentes decisões adotadas pelos Estados Unidos em relação às facções criminosas brasileiras.

Nos bastidores do encontro havia expectativa sobre uma possível conversa entre os dois presidentes, mas nenhum encontro bilateral foi confirmado durante a agenda da cúpula.
A ausência de um contato direto reforçou o momento de esfriamento na relação entre Brasília e Washington. O cenário ocorre justamente quando questões ligadas ao comércio exterior e à cooperação na área de segurança passaram a ocupar o centro das discussões entre os dois países.




