Uma conversa captada por microfones durante a cúpula do G7, na França, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de um debate político nesta semana. Em diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, Lula afirmou que “nunca foi esquerdista”.
A declaração ocorreu enquanto o presidente comentava o cenário político internacional. Segundo Lula, a permanência mais longa de governos de direita em alguns países demonstra que “o mundo não é de esquerda“. Em seguida, afirmou que “o mundo é do caminho do meio”.

O comentário surgiu após Georgieva lembrar que, quando Lula assumiu seu primeiro mandato, havia uma expectativa internacional de que ele adotasse uma postura mais alinhada à esquerda. A dirigente do FMI observou que essa percepção não se confirmou durante seu governo.
Lula cita trajetória sindical ao explicar posicionamento
Ao responder à observação da chefe do FMI, o presidente disse que sua trajetória esteve ligada ao movimento sindical e não a correntes ideológicas de esquerda. Ele destacou suas relações com sindicatos da Alemanha, da Itália e da Espanha.
Durante a conversa, ele também relembrou um episódio de 1980, quando recebeu um convite para participar de um congresso na então União Soviética. Segundo Lula, a viagem não aconteceu porque ele havia sido condenado com base na Lei de Segurança Nacional e acabou realizando uma série de visitas pela Europa em busca de apoio internacional.
A declaração veio à tona após o diálogo reservado ser captado pela transmissão do evento e rapidamente circular nas redes sociais e no meio político.




