Uma portaria publicada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República chamou atenção ao nomear dois militares usando os termos “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” em vez dos nomes reais. O documento foi divulgado no Diário Oficial da União e trata da designação de assistentes para a Secretaria de Segurança Presidencial, responsável pela proteção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família.
A falha apareceu na Portaria nº 172, assinada pelo diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI, Vinícius Damasceno do Nascimento. No texto, apenas um dos nomeados teve o nome corretamente identificado. Os outros dois foram registrados como “Maj EB Fulano de Tal” e “1º Ten PMDF Cicrano de Tal”.

Falha atinge setor responsável pela segurança de Lula
Os termos utilizados costumam aparecer em rascunhos e modelos internos de documentos, servindo como marcadores temporários antes da inserção dos dados definitivos. A publicação do texto sem a correção dos nomes levantou questionamentos sobre os procedimentos de revisão adotados em um dos órgãos mais sensíveis da estrutura do governo federal.
Após a repercussão do caso, o GSI reconheceu o erro e informou que a publicação será corrigida em edição posterior do Diário Oficial da União. O órgão afirmou que o equívoco já foi identificado internamente e que providenciou a retificação do documento.
O episódio ocorre em uma área estratégica do Palácio do Planalto e expõe uma falha administrativa justamente em um setor responsável pela segurança presidencial. A situação gerou críticas sobre os mecanismos de controle interno do governo e ampliou o constrangimento em torno de um documento oficial que deveria ter passado por conferência antes da publicação.





