Fim da escala 6×1 pode encarecer imóveis e pressionar setor da construção

Fim da escala 6x1 pode encarecer imóveis e pressionar setor da construção
(Foto: Reprodução/LAFIS)

A proposta que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1 voltou a acender o alerta no mercado imobiliário. Representantes da construção civil afirmam que a mudança pode elevar significativamente os custos das obras, com reflexos diretos no valor dos imóveis novos pagos pelos consumidores.

Estudos apresentados por entidades do setor indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais exigiria mais contratações ou maior pagamento de horas extras para manter o ritmo das obras. O resultado seria um aumento relevante nos custos operacionais dos empreendimentos.

Fim da escala 6x1 pode encarecer imóveis e pressionar setor da construção
(Foto: Reprodução/Pexels)

Segundo levantamento citado pelo setor imobiliário, o preço dos imóveis novos poderia subir entre 5,5% e 11%, dependendo do modelo de redução da jornada adotado. Em alguns cenários, o custo total de um empreendimento teria alta próxima de 10%.

Construção civil vê risco de aumento de preços com escala 6×1

A construção aparece entre os segmentos mais expostos às mudanças em discussão no Congresso. Estudos da indústria apontam que o setor pode registrar elevação de custos acima da média nacional, afetando desde pequenas obras até grandes empreendimentos imobiliários.

Além do impacto sobre as empresas, o setor avalia que parte dessa conta tende a ser repassada ao comprador final. Isso poderia dificultar o acesso à casa própria em um momento em que os juros e os custos de financiamento já representam desafios para muitas famílias.

O debate envolve os efeitos da medida sobre a economia. Entidades empresariais argumentam que a redução da jornada sem corte proporcional de salários aumentaria o custo da hora trabalhada e pressionaria preços em diferentes setores. Já defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e estimular ganhos de produtividade.

Com a proposta ainda em discussão, o setor da construção intensifica a pressão sobre o Congresso e alerta que decisões tomadas em ano eleitoral poderão produzir efeitos duradouros sobre o mercado imobiliário, os investimentos e o custo da moradia no país.

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Marco Antonio Costa

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