O governo federal iniciou articulações para impedir uma nova greve dos caminhoneiros após a categoria ameaçar interromper as atividades em todo o país. A mobilização ocorre em meio à pressão para que o Senado vote a Medida Provisória do Frete antes do prazo final, já que o texto perde validade caso não seja analisado até 16 de julho.
A estratégia do governo é buscar um acordo com representantes dos motoristas e garantir a aprovação da medida no Congresso. A proposta estabelece novas regras para o transporte rodoviário de cargas, incluindo mudanças na fiscalização do piso mínimo do frete e punições para empresas que descumprirem os valores definidos.

Impasse sobre greve dos caminhoneiros pressiona Congresso
A ameaça de paralisação aumentou a pressão sobre os senadores, que precisam decidir o futuro da medida antes do fim do prazo. Lideranças dos caminhoneiros afirmam que a votação é uma das principais reivindicações da categoria e defendem que o texto avance sem novos atrasos.
O setor produtivo, porém, apresenta críticas à proposta. Representantes do agronegócio e da indústria apontam preocupação com possíveis aumentos de custos no transporte de cargas caso as novas regras sejam mantidas.
A tentativa de evitar a paralisação ocorre em um momento de atenção para o governo, que busca impedir impactos no abastecimento e na circulação de mercadorias. A decisão do Senado sobre a MP deve definir se o movimento perde força ou se a categoria mantém a ameaça de greve nacional.




