O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias interfere no calendário eleitoral. Segundo o senador, o prazo da restrição ultrapassa o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e prejudica a comunicação com o pai durante a pré-campanha.
A proibição foi determinada após Flávio publicar nas redes sociais uma carta atribuída a Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente pediu união entre aliados em torno da candidatura do filho. Moraes entendeu que a divulgação poderia representar descumprimento das regras impostas a Bolsonaro durante a prisão domiciliar e também determinou que a defesa esclareça se o ex-presidente autorizou a publicação.

Restrição aumenta tensão entre aliados e STF
Em transmissão pelas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como desproporcional e questionou o motivo de a proibição ter duração de 90 dias. Para ele, a decisão dificulta a organização política do grupo às vésperas da eleição.
A defesa do senador também contestou a determinação e afirmou que a medida limita a comunicação entre advogado e cliente, já que Flávio possui atuação jurídica no caso do pai. O episódio amplia o confronto entre aliados de Bolsonaro e o Supremo em meio à disputa eleitoral de 2026.




