As despesas da Presidência da República com cartões corporativos podem atingir o maior valor da história ao fim do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Levantamento mostra que o ritmo dos gastos segue acima dos registrados em governos anteriores e tem ampliado a pressão por mais transparência no uso dos recursos públicos.
Entre os gastos que geraram repercussão estão viagens oficiais, hospedagens em hotéis de alto padrão, a troca de móveis do Palácio da Alvorada e outras despesas ligadas à estrutura usada pelo presidente e pela primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

Oposição cobra explicações sobre despesas de Lula
Parlamentares da oposição afirmam que o aumento dos gastos precisa ser acompanhado de maior prestação de contas. Eles também criticam o fato de parte das despesas continuar protegida por regras de sigilo, o que dificulta a fiscalização detalhada do uso do dinheiro público.
O cartão corporativo é usado para pagar despesas da Presidência e de outros órgãos do governo em situações previstas pela legislação. No entanto, parte dos lançamentos pode permanecer sem divulgação completa por motivos de segurança institucional.
Debate deve ganhar força no cenário político
Com a aproximação das eleições de 2026, o tema tende a ganhar espaço no debate político. Enquanto a oposição promete intensificar a cobrança por mais transparência e controle dos gastos, o governo mantém a justificativa de que as despesas seguem as normas em vigor.




