O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda não participar dos debates na televisão durante o primeiro turno da eleição presidencial. A estratégia ainda está sendo discutida pela equipe de campanha, que pretende decidir caso a caso conforme o andamento da disputa.
Nos bastidores, aliados avaliam que Lula pode concentrar os ataques dos adversários por liderar as pesquisas de intenção de voto. A avaliação é de que a exposição nos debates pode trazer mais riscos do que benefícios para a campanha.
Primeiro debate pode servir de teste para a campanha de Lula
O primeiro encontro entre os candidatos está previsto para 16 de agosto e será promovido pela Band. Na mesma data, o PT também programou o lançamento oficial da candidatura de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), compromisso que pode justificar uma eventual ausência no debate. A definição sobre a participação deve ser tomada conforme o cenário eleitoral evoluir.

Pelas regras da legislação eleitoral, as emissoras são obrigadas a convidar apenas candidatos de partidos ou federações com representação mínima no Congresso Nacional. Nesse cenário, além de do atual presidente, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Augusto Cury (Avante) devem ter presença garantida nos debates do primeiro turno.
A possibilidade de um candidato à reeleição evitar debates não é inédita. Em 2006, o próprio Lula deixou de participar dos confrontos televisivos no primeiro turno e só compareceu aos debates após a disputa avançar para a etapa final da eleição.




