Dois ex-ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram autorizados a cumprir quarentena remunerada após deixarem os cargos para disputar as eleições de 2026. Com a medida, Rui Costa (PT) e Márcio França (PSB) poderão receber, por até 6 meses, remuneração equivalente à de ministro, mesmo durante o período de campanha eleitoral.
A quarentena é uma regra prevista para evitar conflitos de interesse depois que autoridades deixam funções públicas. Durante esse período, os ex-integrantes do governo ficam impedidos de atuar em atividades privadas relacionadas às áreas em que trabalharam.
Pagamentos de ministros começam em agosto
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação, nenhum dos dois recebeu os valores até o momento. A previsão é que os pagamentos tenham início em agosto, referentes à folha de julho. Rui Costa deixou a Casa Civil para disputar uma vaga no Senado pela Bahia, enquanto Márcio França será candidato a vice-governador de São Paulo na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT).
A autorização foi concedida após os ex-ministros comunicarem à Comissão de Ética Pública suas atividades futuras, conforme determina a legislação.

Benefício pode voltar ao debate durante a eleição
A manutenção da remuneração de ex-ministros em período eleitoral tende a aumentar o debate sobre os gastos com agentes públicos e as regras aplicadas a integrantes do alto escalão do governo. Embora a quarentena esteja prevista em lei para evitar conflitos de interesse, a medida costuma gerar questionamentos sobre o uso de recursos públicos quando beneficia autoridades que deixam os cargos para disputar eleições.




