O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer críticas à Operação Lava Jato e afirmou que guarda uma “profunda mágoa” da investigação. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista classificou a operação como uma “sórdida conspiração” e disse que foi alvo de uma perseguição política conduzida por integrantes do Ministério Público e pelo então juiz Sergio Moro, hoje senador pelo Paraná.
Durante a entrevista, Lula declarou que as pessoas que apoiaram Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol deveriam pedir desculpas. Segundo o presidente, ambos foram tratados como “santos” por parte da população durante o período em que conduziram as investigações da Lava Jato.

Lula diz que nunca pensou em deixar o Brasil
O presidente também afirmou que nunca cogitou sair do país para evitar a prisão. Segundo ele, recusou a possibilidade de cumprir pena com tornozeleira eletrônica porque sempre se considerou inocente. O chefe do executivo reconheceu que houve casos de corrupção durante seus governos, mas afirmou que os responsáveis foram investigados e punidos.
Ao relembrar sua condenação, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lula disse que percebeu desde o início que enfrentava um processo com motivação política e atribuiu sua absolvição à persistência na defesa de sua inocência. As declarações reacendem o debate sobre a Lava Jato em um momento em que antigos integrantes da operação, como Sergio Moro e Deltan Dallagnol, voltam a disputar cargos eletivos nas eleições de 2026.




