A Polícia Federal pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um 3° inquérito para investigar o conhecido como Lulinha, Fábio Luís Lula da Silva, empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova apuração trata de suspeitas de tráfico de influência envolvendo empresas ligadas ao empresário e contratos com órgãos do governo federal.
O pedido será analisado pelo ministro Flávio Dino, que ficou responsável pelo caso após distribuição eletrônica. Na semana passada, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de outros dois inquéritos para apurar suspeitas semelhantes envolvendo negociações com o poder público.

Defesa de Lulinha contesta atuação da Polícia Federal
Após a nova solicitação da PF, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que pretende recorrer ao Ministério da Justiça e ao STF. Segundo a defesa, a sequência de investigações caracteriza uma “busca indiscriminada por provas”, sem elementos suficientes para justificar novos inquéritos. Os advogados negam que Lulinha tenha cometido qualquer irregularidade.
A abertura de um inquérito depende de autorização do Supremo e não representa condenação nem comprovação de crime. Caso o pedido seja aceito, a Polícia Federal poderá reunir documentos, ouvir testemunhas e aprofundar as investigações. Ao fim da apuração, caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia ou solicita o arquivamento do caso.




