O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro de investigações da Polícia Federal cerca de 20 anos depois de ter seu nome ligado à CPI dos Correios, que marcou uma das maiores crises políticas do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, ele é alvo de 3 inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados aos desdobramentos das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os inquéritos apuram suspeitas de tráfico de influência em negociações com órgãos do governo federal. Dois dos casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça e o terceiro é conduzido pelo ministro Flávio Dino. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele nunca utilizou a influência do pai para obter vantagens.

Histórico inclui outras apurações, mas sem condenações contra Lulinha
Ao longo das últimas duas décadas, Lulinha também foi investigado em casos ligados à Gamecorp e à Operação Lava Jato. Nenhuma dessas apurações resultou em processo criminal ou condenação contra o empresário. Segundo as investigações atuais, a Polícia Federal busca esclarecer se ele atuou para facilitar o acesso de empresários a integrantes do governo federal.
A reabertura de investigações ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e aumenta a pressão política sobre o Palácio do Planalto. Embora a existência de um inquérito não signifique culpa ou condenação, os novos desdobramentos recolocam o nome de Lulinha no centro do debate público e devem continuar repercutindo durante o período eleitoral.




