O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (19) ser favorável ao enriquecimento de urânio pelo Brasil para fins pacíficos, conforme previsto na Constituição. A declaração ocorreu durante visita ao centro militar de Aramar, em Iperó (SP), onde é desenvolvido o projeto do primeiro submarino de propulsão nuclear do país.
Durante a visita, Lula afirmou que o Brasil, devido à extensão de seu território, não pode permanecer com a “cabeça curvada” diante de outras nações. A declaração ocorre em meio às discussões sobre o desenvolvimento da capacidade nuclear brasileira e o uso da tecnologia para fins não militares.

O país já possui tecnologia para o enriquecimento de urânio e utiliza o material na produção de combustível para as usinas nucleares de Angra. Segundo as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a produção brasileira é licenciada para enriquecimento de até 5% do isótopo urânio-235, utilizado no combustível nuclear.
Enriquecimento de urânio faz parte do programa nuclear brasileiro
O enriquecimento de urânio consiste no aumento da concentração do isótopo urânio-235, necessário para a produção de combustível utilizado em reatores nucleares. No Brasil, a atividade é submetida a mecanismos de fiscalização e salvaguardas nacionais e internacionais para garantir o uso exclusivamente pacífico do material.
A visita de Lula a Aramar também está relacionada ao programa brasileiro de propulsão nuclear naval. O projeto é desenvolvido pela Marinha e envolve o domínio de tecnologias ligadas ao ciclo do combustível nuclear e à construção do submarino.




