Lulinha esteve 18 vezes no Palácio do Planalto entre junho de 2023 e janeiro de 2025. Os registros foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e divulgados pelo jornal O Globo.
Segundo os dados fornecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), as visitas ocorreram em 15 dias diferentes e totalizaram 23 horas e 26 minutos de permanência no prédio. Os registros indicam períodos que variaram de 19 minutos a mais de quatro horas. O sistema, porém, não informa quais áreas do Planalto foram acessadas nem o motivo de cada entrada.
A frequência das visitas passou a ser observada em meio a três inquéritos da Polícia Federal que envolvem Lulinha. As investigações apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à atuação do empresário e a possíveis relações com negócios envolvendo órgãos do governo federal.
Defesa de Lulinha afirma que visitas tiveram caráter privado
A defesa de Lulinha afirma que as idas ao Palácio do Planalto ocorreram para visitar o pai e amigos. O advogado Marco Aurélio de Carvalho negou que o empresário tenha participado de reuniões relacionadas à administração pública.

A Secretaria de Comunicação da Presidência também informou que as visitas tiveram caráter estritamente privado e não envolveram assuntos relacionados à Administração Pública. Segundo a Secom, as entradas não produziram qualquer desdobramento administrativo.
As investigações da PF também analisam a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger e contatos com integrantes do governo. Entre os nomes citados estão Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi chefe de gabinete da Presidência, e Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.




