O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) rebateu uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a profissão de gari e afirmou que “pobre” é o pensamento do petista. A reação ocorreu após Lula dizer, durante um ato de campanha em Belo Horizonte, no sábado (29), que o trabalho de coleta de lixo é uma profissão “muito pobre” e associá-la à falta de acesso aos estudos.
Ao comentar a atividade dos trabalhadores da limpeza urbana, Lula comparou a profissão de gari com carreiras como medicina e engenharia. Na sequência, porém, o presidente também destacou a importância do serviço e afirmou que os trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo são frequentemente tratados como “invisíveis” pela sociedade.

Flávio defende trabalho dos garis
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que os profissionais da limpeza urbana enfrentam jornadas difíceis para sustentar suas famílias e que o trabalho honesto deve ser motivo de orgulho.
“Não existe profissão de pobre. Existe trabalho honesto. E trabalho honesto é, sim, motivo de orgulho”, declarou o candidato.
Flávio também aproveitou a resposta para citar as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O candidato fez referência a uma acusação de recebimento de R$ 300 mil relacionada às apurações sobre fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As suspeitas mencionadas por Flávio ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, uma condenação.
A troca de declarações ocorre em meio à campanha presidencial de 2026, na qual Lula e Flávio aparecem como protagonistas da disputa. O episódio também amplia a presença de temas relacionados a trabalho, renda e condições sociais no confronto entre os dois candidatos.




