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Gafes e lapsos de Lula ganham espaço na campanha de 2026

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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Gafes, lapsos de memória e declarações controversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a chamar atenção durante a campanha pela reeleição. Segundo análise publicada pela Gazeta do Povo, a frequência desses episódios preocupa integrantes do entorno do petista, que tentam reduzir os momentos de improviso nos discursos.

Em menos de uma semana, Lula protagonizou situações que tiveram repercussão negativa. Durante uma sabatina na TV Globo, no fim de agosto, por exemplo, o presidente contestou a forma de uma pergunta feita pela jornalista Renata Vasconcellos sobre ajuste fiscal e dívida pública e tentou explicar como a entrevista deveria ser conduzida.

Improviso concentra maior parte dos episódios

A avaliação de analistas ouvidos pela Gazeta do Povo é de que os episódios podem afetar a comunicação de Lula com o eleitorado. A preocupação também envolve o desgaste físico provocado pelo ritmo da campanha, embora interlocutores reconheçam o peso político e a experiência acumulada pelo presidente.

Levantamento do Poder360 publicado em março havia identificado ao menos 157 declarações controversas, incorretas ou marcadas por lapsos desde o início do terceiro mandato de Lula. O levantamento inclui falas sobre política internacional, grupos sociais, dados econômicos e episódios de confusão de nomes ou informações.

Entre os exemplos citados estão a troca do nome de Emmanuel Macron pelo de Nicolas Sarkozy, a confusão entre Dilma Rousseff e a ex-deputada Irma Passoni e uma declaração na qual Lula afirmou que seu mandato terminaria em 31 de dezembro de 2010, quando o período correto seria janeiro de 2027.

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Comunicação de Lula vira desafio eleitoral

A equipe de comunicação do governo já havia reforçado, em 2025, a estrutura responsável pelos discursos presidenciais. Segundo o levantamento do Poder360, porém, os episódios mais controversos continuam ocorrendo principalmente quando Lula abandona os textos preparados e passa a falar de forma improvisada.

A situação também alimenta comparações com a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2024, quando episódios envolvendo a idade e o desempenho público de Joe Biden ganharam peso na disputa eleitoral. No caso brasileiro, a saúde e a capacidade de comunicação de Lula podem se tornar temas da campanha, embora o presidente siga exercendo normalmente suas funções e seu médico pessoal, Roberto Kalil, tenha afirmado que ele está apto para um eventual novo mandato.

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Marco Antonio Costa
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