A Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos, Billy Long, após Donald Trump publicar uma imagem em sua rede social Truth Social na qual a ilha aparece coberta pela bandeira americana. O governo islandês classificou a publicação como “completamente inadequada”.
A imagem mostra Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Islândia, México, América Central e Caribe cobertos pelas cores da bandeira dos EUA, enquanto toda a região aparece identificada como “United States of America”. Trump publicou o mapa sem apresentar uma explicação para a representação.
Islândia reage a publicação de Trump
A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, convocou Long para transmitir formalmente a posição do governo sobre a publicação. O embaixador americano havia assumido oficialmente o cargo apenas no mês passado.

A reação ocorre poucos dias depois de um referendo realizado na Islândia, no qual a população rejeitou a reabertura das negociações para adesão à União Europeia. A discussão sobre a relação com os Estados Unidos esteve presente no debate sobre a consulta, embora analistas tenham apontado questões econômicas domésticas como fatores relevantes para o resultado.
A Islândia é membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas não possui Forças Armadas próprias. Sua defesa depende da aliança militar e de um acordo bilateral de defesa firmado com os Estados Unidos em 1951.
A publicação de Trump também ocorre no contexto das tensões envolvendo a Groenlândia. O presidente americano tem defendido que os Estados Unidos precisam controlar a ilha por razões de segurança. A Groenlândia, porém, é um território autônomo sob soberania da Dinamarca.
O episódio envolvendo a Islândia ocorre no mesmo dia em que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitou a Groenlândia. Durante a visita, a União Europeia anunciou um investimento de € 200 milhões no território.




