Os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta segunda-feira (21) a terceira proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram manter a greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação começou em 10 de setembro e continua nesta terça-feira (22).
A votação aconteceu por meio de assembleias virtuais, realizadas das 11h às 18h. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram o acordo. Entre os bancários de São Paulo, Osasco e região, 59,3% dos votos foram contrários à proposta.
Saúde Caixa concentra principal impasse
Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado a empregados, aposentados e dependentes. A proposta rejeitada previa aumentar, a partir de 2027, de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação do banco no custeio do benefício.
O texto mantinha o modelo solidário do plano, sem cobrança diferenciada por faixa etária. Também previa que a instituição assumisse o déficit do Saúde Caixa em 2026, sem reajuste das mensalidades naquele ano, além da criação de um grupo de trabalho para discutir mudanças na gestão.
As entidades que representam os empregados, porém, consideram que a proposta não atende integralmente às reivindicações da categoria. Entre os pedidos está a retomada da divisão de 70% dos custos para o banco e 30% para os trabalhadores, sem o limite atualmente aplicado à participação patronal.

Greve continua sem prazo definido
Com a rejeição, a paralisação segue sem data para terminar. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) informou que esta foi a terceira proposta de acordo coletivo recusada pelos empregados durante a atual campanha salarial.
O comando de greve deverá definir os próximos passos e buscar a retomada das negociações com a direção. Em nota, a Caixa afirmou que mantém o diálogo com os representantes dos empregados e procura uma solução para o impasse.




