A reta final das eleições de 2026 colocou o chamado voto útil no centro da estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O senador passou a intensificar os apelos para que eleitores que hoje indicam outros candidatos de oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerem mudar de opção ainda no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O movimento ganhou força após pesquisas registrarem uma distância menor entre Lula e Flávio. No Datafolha divulgado em 17 de setembro, Lula aparecia com 39% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, os números eram de 37% e 33%, respectivamente.
Eleições entram na reta final com disputa por votos da oposição
Segundo informações citadas pela Gazeta do Povo, a estratégia do PL busca alcançar parte dos eleitores que atualmente apontam Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) como primeira opção. Juntos, esses candidatos somavam 15% no levantamento Datafolha mencionado pela reportagem.
Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio fez um apelo aos eleitores que não o consideram sua primeira escolha e pediu que avaliassem votar nele já no primeiro turno. A campanha também passou a reforçar a mensagem em grupos de apoiadores e prepara materiais de divulgação voltados à reta final.
As últimas agendas devem priorizar São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados que passaram a receber atenção especial da campanha no Sudeste. A equipe de Flávio também se prepara para o debate presidencial previsto para 1º de outubro, na TV Globo. Segundo as informações apresentadas, a participação do senador está condicionada à presença de Lula.
Na reta final, a campanha ainda avalia como abordar temas que ganharam espaço no debate eleitoral, entre eles o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal.
Os levantamentos citados foram realizados em períodos diferentes e apresentam diferenças de metodologia. O Datafolha entrevistou eleitores nos dias 15 e 16 de setembro, enquanto a Quaest realizou entrevistas entre 17 e 20 de setembro. Os números, portanto, representam retratos distintos da corrida presidencial em momentos diferentes das eleições.





