Após terminar o 1º turno com 47,03% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) já tem nomes sendo discutidos para integrar um eventual governo a partir de 2027. As conversas envolvem aliados de diferentes setores e ganharam força após o candidato receber apoio de partidos e lideranças de centro-direita.
Entre os nomes citados estão Ronaldo Caiado (PSD), Daniella Marques, Pedro Lupion (Republicanos), Guilherme Derrite e Marcelo Kayath. Também aparecem nas articulações Adolfo Sachsida e Adriano Pires.
Nomes em discussão
Caiado, governador de Goiás, é mencionado para Agricultura ou Segurança Pública. Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, aparece como possibilidade para o Ministério da Agricultura.
Daniella Marques, que integra a equipe econômica de Flávio, é cotada para Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento Social ou Casa Civil.
Adolfo Sachsida é citado para Fazenda ou Planejamento, enquanto Marcelo Kayath aparece nas conversas para a área econômica. Adriano Pires é lembrado para Minas e Energia.
Guilherme Derrite, deputado estadual por São Paulo, é apontado como possibilidade para a Segurança Pública. Nenhum desses nomes, porém, foi oficialmente confirmado para os cargos.
Agro pode influenciar escolha do Itamaraty
Outra negociação envolve o Ministério das Relações Exteriores. A Frente Parlamentar da Agropecuária declarou apoio a Flávio e busca participar da escolha do futuro chanceler em um eventual governo.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) deve ser consultada sobre a escolha. Ela é uma das principais referências políticas do agronegócio e já comandou o Ministério da Agricultura no governo Jair Bolsonaro.

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, aparece como um dos nomes considerados para o Itamaraty. A escolha ainda depende das negociações políticas.
Campanha de Flávio Bolsonaro nega distribuição de cargos
Apesar das articulações, a campanha de Flávio afirma que não está distribuindo cargos nem definindo ministros antes do segundo turno.
O candidato declarou que as conversas com os partidos são, neste momento, programáticas. Flávio também afirmou que primeiro é necessário vencer a eleição para depois discutir a composição de um eventual governo.
A única indicação ministerial anunciada oficialmente até agora é a de Cláudio Lottenberg para o Ministério da Saúde, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (8).
A composição de um eventual governo dependeria do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro, além das negociações com os partidos aliados e do desenho administrativo definido por Flávio.




