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TSE adia julgamento de Deltan Dallagnol e mantém eleição em suspense

TSE adia julgamento de Deltan Dallagnol e mantém eleição em suspense
Foto: Agência Brasil

O Deltan Dallagnol terá de esperar para saber se poderá assumir a vaga conquistada no Senado pelo Paraná. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta nesta quinta-feira (8) o recurso que questiona o registro de sua candidatura. O ex-procurador recebeu mais de 2,9 milhões de votos no primeiro turno, mas sua eleição continua condicionada à decisão da Corte.

O processo estava previsto para ser analisado nesta quinta-feira. Ao encerrar a sessão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, informou que o caso seria julgado oportunamente, sem indicar uma nova data.

Deltan Dallagnol teve candidatura questionada

O Deltan Dallagnol teve o registro deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por 4 votos a 3. A decisão foi contestada pela Federação Brasil da Esperança e pela coligação Paraná para Todos.

O recurso questiona a possibilidade de aplicação da Lei da Ficha Limpa ao ex-procurador. A discussão envolve a exoneração de Dallagnol do Ministério Público Federal, em 2021, enquanto havia procedimentos disciplinares contra ele.

Em 2023, o TSE cassou o registro de Dallagnol para a Câmara dos Deputados. Na ocasião, a Corte entendeu que a exoneração aconteceu em circunstâncias que buscavam evitar a incidência da Lei da Ficha Limpa.

TSE adia julgamento de Deltan Dallagnol e mantém eleição em suspense
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

MPE defendeu candidatura ao Senado

No processo referente à eleição de 2026, o Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção do registro. A Procuradoria argumentou que os procedimentos disciplinares existentes em 2021 foram arquivados depois da saída de Dallagnol do MPF.

O MPE também sustentou que reclamações disciplinares, sindicâncias e pedidos de providências não poderiam ser equiparados a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Outro argumento apresentado foi o de que as condições de elegibilidade devem ser analisadas em cada eleição. Assim, segundo a Procuradoria, a decisão tomada pelo TSE em 2023 não produziria automaticamente uma inelegibilidade para o pleito de 2026.

Votos de Dallagnol seguem em disputa

Na véspera do primeiro turno, o relator Floriano de Azevedo Marques havia indeferido individualmente o registro de Dallagnol. A decisão também determinava a nulidade dos votos atribuídos à chapa.

No domingo (4), porém, Kassio Nunes Marques suspendeu a decisão individual e restabeleceu o registro até a análise do plenário. Com isso, os votos recebidos pelo candidato foram contabilizados normalmente.

Agora, o resultado da eleição para o Senado no Paraná permanece condicionado ao julgamento do TSE. Caso a Corte confirme o registro, Dallagnol poderá assumir a cadeira para a qual foi eleito.

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Marco Antonio Costa
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