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Flávio Bolsonaro é alvo de ministro por plano de corte de gastos

Flávio Bolsonaro é alvo de crítica de ministro por plano de corte de gastos
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, entrou no centro de um confronto com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após críticas à proposta de ajuste fiscal atribuída ao senador. Em entrevista à CNN Brasil na quinta-feira (8), o ministro classificou como “ilusão barata” a reação positiva do mercado financeiro ao resultado do primeiro turno e questionou como seriam executados cortes superiores a R$ 200 bilhões. A declaração expôs o choque entre a proposta de redução de despesas associada ao candidato do PL e a estratégia econômica defendida pelo governo Lula.

Flávio Bolsonaro enfrenta críticas por plano de corte de gastos

Durigan afirmou que o plano econômico atribuído a Flávio Bolsonaro se inspira no modelo do presidente argentino Javier Milei e prioriza a redução da dívida pública. Para o ministro, um ajuste dessa dimensão poderia atingir programas sociais e investimentos estratégicos.

“É uma ilusão barata, uma ilusão vazia, que está se vendendo e o mercado tem comprado isso”, declarou Durigan. A avaliação, porém, representa a posição do ministro sobre a proposta. Na entrevista, ele questionou como o corte seria executado e quais despesas seriam atingidas.

O ministro afirmou que uma redução de R$ 200 bilhões alcançaria praticamente toda a despesa discricionária do Executivo, que inclui gastos administrativos e investimentos sujeitos a maior flexibilidade de gestão. Ele também citou possíveis impactos no Minha Casa, Minha Vida, no Fundo Social, no financiamento habitacional com recursos do FGTS e em projetos de descarbonização.

Ministro de Lula defende estratégia econômica do governo

Durigan rejeitou as críticas de que o governo federal gasta mais do que arrecada e afirmou que trabalhou com o ex-ministro Fernando Haddad para reorganizar as contas públicas. Como exemplos, citou o bloqueio de R$ 20 bilhões no Orçamento em 2025, o congelamento de R$ 16 bilhões em 2026 e a redução linear de 10% dos benefícios tributários.

O ministro também defendeu a busca por superávits primários crescentes em um eventual quarto mandato de Lula. O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública.

Debate sobre dívida pública marca disputa econômica

Durigan atribuiu principalmente aos juros o avanço da dívida pública nos últimos anos e criticou a gestão fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao questionar a proposta atribuída a Flávio, afirmou que nem representantes do mercado financeiro teriam entendido como o corte seria realizado.

O embate coloca em discussão o tamanho do ajuste fiscal, a composição dos gastos públicos e os efeitos de eventuais cortes sobre programas e investimentos. Para avaliar a proposta de Flávio Bolsonaro, será necessário conhecer quais despesas seriam reduzidas, como as medidas seriam implementadas e qual seria o impacto esperado sobre a dívida pública.

Flávio aposta em debate da TV Globo para buscar votos e enfrentar Lula
Foto: Adriano Machado
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Marco Antonio Costa
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