O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu ampliar o programa Pé-de-Meia para universitários a partir de 2027, caso seja reeleito. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13), a 12 dias do segundo turno, e prevê pagamentos mensais de R$ 700, além de depósitos anuais de R$ 2,5 mil em uma poupança. O custo estimado é de R$ 4,6 bilhões.
Proposta prevê pagamentos mensais e poupança
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula apresentou a proposta como uma ajuda financeira para estudantes durante a graduação. O modelo prevê dez pagamentos de R$ 700 por ano e um depósito anual de R$ 2,5 mil, que poderá ser sacado após a conclusão do curso.
Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e coordenador da campanha petista, a iniciativa deve atender estudantes de universidades públicas e beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni).
A estimativa apresentada pela campanha é alcançar cerca de 1 milhão de jovens por ano. O financiamento viria do Fundo Social do Petróleo, com custo previsto de R$ 4,6 bilhões.
Pé-de-Meia já foi alvo de questionamentos do TCU
Criado em 2024, o Pé-de-Meia foi inicialmente destinado a estudantes de baixa renda do ensino médio público. Em 2025, o governo também lançou uma modalidade de incentivo para alunos de cursos de licenciatura.
Em janeiro de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o bloqueio de recursos do programa por problemas na execução orçamentária. O governo utilizava recursos de outros fundos públicos para financiar os pagamentos sem autorização do Congresso Nacional.
Na ocasião, o tribunal apontou que os valores não estavam previstos no orçamento federal. Em fevereiro daquele ano, porém, autorizou a continuidade dos pagamentos e estabeleceu prazo para que o governo corrigisse as irregularidades.

Anúncio ocorre antes do segundo turno
A promessa de ampliar o benefício foi apresentada durante a campanha de Lula à reeleição. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, em disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A proposta ainda depende de um eventual novo mandato de Lula para ser implementada a partir de 2027. Os valores anunciados e a estimativa de público foram apresentados pela campanha presidencial.




