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Alckmin acusa Flávio e PL de apoiar fim da escala 6×1 por medo

Alckmin acusa Flávio e PL de apoiar fim da escala 6x1 por medo
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin acusou integrantes do PL de apoiar o fim da escala 6×1 por “medo eleitoral” e afirmou que a oposição pretende alterar a medida posteriormente. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos. A fala ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar apoio à proposta, aprovada pelo Senado na quarta-feira (14), que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

Segundo Alckmin, o governo Lula sempre defendeu a mudança, enquanto a adesão de integrantes do PL teria sido motivada pelo cenário eleitoral. O vice-presidente também pediu atenção ao posicionamento da oposição sobre o tema.

Escala 6×1 vira alvo de disputa entre Alckmin e PL

Flávio Bolsonaro anunciou na terça-feira (13) que votaria a favor do fim da escala 6×1. Antes disso, o senador havia classificado a proposta como “oportunista”. Reportagens também apontaram que ele estaria sinalizando a aliados e ao setor empresarial a intenção de rever a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) caso seja eleito presidente.

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Foto: Reprodução/Estadão

A aprovação no Senado ampliou a disputa política em torno da jornada de trabalho. A medida prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da carga horária, sem diminuição dos salários.

Alckmin defende ajuste fiscal contra supersalários

Durante a mesma entrevista, Alckmin defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios na administração pública. Segundo ele, o equilíbrio das contas não deve prejudicar aposentados nem transferir o custo das medidas para a classe média e a população de menor renda.

O vice-presidente afirmou que há remunerações de R$ 300 mil e R$ 400 mil que deveriam ser alvo de medidas para reduzir despesas. Ele também rejeitou um ajuste que provoque recessão ou aumento do desemprego.

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Marco Antonio Costa
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