O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, realizado neste domingo (18), pela TV Band, foi marcado por acusações de corrupção, confrontos sobre segurança pública e divergências nas propostas para a saúde e a economia. No primeiro encontro entre os candidatos no segundo turno presidencial, o senador questionou o presidente sobre o caso de fraudes no INSS, enquanto Lula citou a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O confronto também teve momentos de tensão, com intervenções dos apresentadores.
Flávio questiona Lula sobre INSS e presidente cita Banco Master no debate
Durante o debate, Flávio mencionou uma entrevista da empresária e lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil e questionou o presidente sobre o possível envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no escândalo de fraudes no INSS.
Lula, por sua vez, associou Flávio a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, citando o financiamento do filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro.
O senador também afirmou que Vorcaro teria financiado o Instituto Lula. O presidente respondeu que o esquema de fraudes no INSS começou durante o governo Bolsonaro.
A partir do segundo bloco, Lula desafiou Flávio, em pelo menos quatro ocasiões, a abrir os sigilos bancário e telefônico, afirmando que faria o mesmo. Segundo a reportagem da RIC, o senador não respondeu à proposta.

Segurança pública e economia ampliam divergências
Na área da segurança pública, Flávio criticou o que classificou como flexibilização das leis pelo governo Lula e pela bancada petista. O senador prometeu acabar com as saídas temporárias de presos e reduzir a maioridade penal para 14 anos.
Lula defendeu a manutenção das saídas temporárias para presos com bom comportamento, desde que não tenham cometido crimes violentos. Sobre a maioridade penal, apoiou a redução para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Na saúde, Flávio apresentou a proposta de um modelo inspirado no Hospital Albert Einstein para o SUS, com prontuário eletrônico unificado e atendimento por telemedicina. Lula questionou se a iniciativa representaria a privatização do sistema e defendeu a ampliação de programas existentes.
Na economia, Flávio responsabilizou os gastos públicos e os juros elevados pelo endividamento das famílias. Ele propôs congelar dívidas por 6 meses para pessoas físicas e 12 meses para empresas. Lula destacou o Desenrola e medidas voltadas aos microempreendedores individuais.




