Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, anunciou que pretende propor o fim da reeleição presidencial e negou planos de cortar aposentadorias, reduzir o salário mínimo ou diminuir investimentos obrigatórios em saúde e educação. Durante sabatina na TV Globo, na sexta-feira (16), o senador também acusou a campanha de Lula (PT) de distorcer suas propostas econômicas, criticou o STF e defendeu medidas mais duras contra o crime organizado.
Flávio promete fim da reeleição e rebate críticas econômicas
Durante a sabatina, Flávio afirmou que pretende apresentar uma emenda à Constituição para acabar com a possibilidade de reeleição de presidentes da República. “Eu só preciso de um mandato”, declarou o candidato ao explicar sua posição.

O senador também negou que pretenda cortar aposentadorias, reduzir o salário mínimo ou diminuir os recursos obrigatórios destinados à saúde e à educação. Ele acusou a campanha petista de promover o que chamou de “terrorismo” ao divulgar informações sobre possíveis cortes em benefícios.
Na área fiscal, Flávio afirmou que o principal ajuste nas contas públicas seria retirar Lula do poder. O candidato também acusou o presidente de gastar R$ 350 bilhões na tentativa de garantir a reeleição, sem que a reportagem apresente detalhamento desse cálculo.
Sobre a jornada de trabalho na escala 6×1, Flávio disse ter mudado de posição após ouvir trabalhadores durante a campanha. Ele afirmou que um eventual governo respeitará a legislação trabalhista.
Candidato defende mudanças no STF e combate mais duro ao crime
Flávio voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente a do ministro Alexandre de Moraes. O senador questionou a imparcialidade do magistrado e apontou o que considera excessos na atuação da Corte.
Na segurança pública, o candidato defendeu o endurecimento das medidas contra facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ele também afirmou que pretende classificar esses grupos como organizações narcoterroristas.

Flávio declarou ainda que o Brasil integraria o Escudo das Américas, coalizão internacional de segurança lançada pelo governo dos Estados Unidos, segundo a reportagem.
Sobre possíveis nomeações, o senador descartou indicar o irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores. Também afirmou que Jair Bolsonaro não ocuparia um cargo em eventual governo, embora não tenha detalhado como seria a participação do ex-presidente em sua administração.




