Flávio Bolsonaro (PL) entrou no centro de uma nova pressão política nos Estados Unidos. Em 2 de novembro de 2026, o deputado democrata Robert Garcia enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, solicitando que o senador brasileiro seja imediatamente devolvido ao Brasil para responder à Justiça. Apesar da iniciativa, não existe ordem de deportação contra Flávio, e o pedido não tem força legal para determinar sua saída do território americano.
Robert Garcia cobra explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro
Na carta encaminhada a Marco Rubio, Garcia questiona as circunstâncias da entrada de Flávio nos Estados Unidos e uma possível participação do governo Donald Trump na organização da viagem.

O deputado democrata aponta uma suposta contradição entre o discurso migratório do presidente americano e o tratamento concedido ao senador brasileiro. Também cobra esclarecimentos sobre eventuais conversas envolvendo a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna.
Outro nome mencionado é Jason Miller, aliado de Trump, cuja possível participação nas articulações relacionadas à viagem também foi questionada.
Garcia defende o retorno imediato de Flávio ao Brasil. Entretanto, a manifestação representa uma cobrança política, não uma determinação de deportação.
Grupo de 25 deputados democratas também pressiona Trump
A iniciativa ocorreu poucos dias depois de outra manifestação de parlamentares democratas. Em 30 de outubro, 25 deputados, liderados por Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus, encaminharam um documento ao Departamento de Estado pedindo explicações sobre a viagem.
Os congressistas querem esclarecer se autoridades americanas participaram da saída do senador do Brasil e de sua entrada nos Estados Unidos, considerando as restrições judiciais brasileiras relacionadas ao deslocamento.
O grupo solicitou respostas por escrito e uma reunião informativa com representantes do Departamento de Estado até 13 de novembro de 2026. Robert Garcia também assina esse documento.

A diferença é que a carta individual de Garcia apresenta explicitamente o pedido de retorno imediato do parlamentar.
Deportação de Flávio Bolsonaro depende de decisão do Executivo
Um deputado americano não pode ordenar a deportação de um estrangeiro. Nos Estados Unidos, decisões migratórias dessa natureza passam pelos órgãos competentes do Poder Executivo.
O Departamento de Segurança Interna (DHS), o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) desempenham funções relacionadas à fiscalização e ao controle migratório.
Até o momento, não há confirmação de procedimento de remoção contra Flávio Bolsonaro.

Prazo de novembro pode trazer novos desdobramentos
A movimentação dos democratas também ganhou repercussão após o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) publicar, em 3 de novembro, a frase “Flávio Bolsonaro deportado amanhã”, no X.
A declaração, porém, não correspondia a uma decisão oficial das autoridades americanas.
O próximo prazo mencionado pelos congressistas é 13 de novembro, quando esperam receber esclarecimentos do Departamento de Estado. Até lá, o pedido de Garcia permanece uma iniciativa política, sem efeito automático sobre a permanência do senador nos Estados Unidos.




