O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que Israel e Líbano chegaram a um acordo para um cessar-fogo com duração de 10 dias. Segundo ele, a trégua terá início nesta quinta-feira (16), às 18h, no horário de Brasília.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte de autoridades israelenses nem do Hezbollah. O grupo libanês mantém posição contrária a negociações com o governo de Israel.
Conversas envolveram líderes dos dois países
De acordo com publicação feita por Trump, o anúncio ocorreu após conversas com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, comentou a iniciativa e agradeceu aos países envolvidos na mediação.
Na terça-feira (14), representantes dos dois países participaram de reunião em Washington para discutir a possibilidade de um acordo. O encontro terminou sem definição, com indicação de continuidade das negociações.
Declarações e articulações dos Estados Unidos
Na publicação, Trump afirmou: “Instruí o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma PAZ duradoura”.
Em outra mensagem, o presidente dos EUA disse que pretende convidar Netanyahu e Aoun para a Casa Branca. “para as primeiras conversas significativas entre Israel e Líbano desde 1983”. Ele também acrescentou: “Ambos os lados querem ver a PAZ, e acredito que isso acontecerá, e em breve!”.
Posição do Hezbollah e condições para adesão
Não houve posicionamento oficial do Hezbollah sobre o cessar-fogo. Um integrante do grupo, Hassan Fadlallah, afirmou à Reuters que a possibilidade de trégua foi comunicada por um representante do Irã no Líbano.
Segundo ele, a adesão dependeria de ações de Israel. O parlamentar indicou que o compromisso estaria condicionado à interrupção de todas as formas de hostilidade.
Ainda nesta quinta-feira, uma fonte libanesa afirmou à CNN Internacional que o presidente do país recusou contato com Netanyahu, afirmando que não estavam “prontos para dar esse passo”.




