O governo Luiz Inácio Lula da Silva intensifica nas últimas semanas uma sequência de medidas econômicas e anúncios de forte apelo popular em meio ao avanço da corrida eleitoral de 2026. A ofensiva ocorre enquanto pesquisas apontam desgaste persistente da imagem do presidente em áreas sensíveis como economia, segurança pública e custo de vida.
Entre as principais ações está o recuo na taxação de compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”. O imposto havia se transformado em um dos principais focos de desgaste do governo nas redes sociais, ainda mais entre jovens e consumidores de renda mais baixa. A mudança de posição do Planalto ocorreu poucos meses antes da eleição e foi interpretada por adversários como tentativa de reduzir rejeição.

Lula dá cartadas em movimentos eleitoreiros
O pacote também inclui ampliação do programa Desenrola, reforço de crédito para consumo e habitação, expansão de programas subsidiados e medidas para evitar alta mais brusca dos combustíveis. O governo ainda anunciou um plano de R$ 11 bilhões voltado ao combate ao crime organizado, tentando responder a uma das áreas de maior desaprovação popular.
Pesquisas recentes mostram que a rejeição eleitoral de Lula segue elevada. Levantamento Genial/Quaest apontou rejeição de 53%, enquanto o Datafolha registrou 47% de eleitores afirmando que “não votariam de jeito nenhum” no petista. O Planalto aposta agora em medidas de impacto mais imediato no bolso da população para tentar alterar a percepção negativa antes do início oficial da campanha.
Analistas avaliam, porém, que os efeitos eleitorais podem demorar a aparecer para Lula. A avaliação em Brasília é que o governo tenta impedir a consolidação do desgaste político com anúncios positivos, crédito facilitado e estímulos ao consumo, mirando principalmente a classe média baixa, trabalhadores informais e eleitores mais afetados pela perda de poder de compra.





