O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não tem responsabilidade pela chamada “taxa das blusinhas”, cobrança que passou a atingir compras internacionais de baixo valor e se tornou alvo de críticas entre consumidores e empresas. A declaração foi dada durante entrevista nesta segunda-feira (10).
Haddad afirmou que a decisão sobre a tributação não partiu dele e citou mudanças feitas posteriormente pelo governo. A cobrança sobre compras internacionais entrou no centro do debate político e econômico por aumentar o custo de produtos adquiridos em plataformas estrangeiras.
Cobrança por “taxa das blusinhas” vira problema político
A chamada “taxa das blusinhas” foi criada durante a discussão sobre as compras internacionais de pequeno valor. A medida passou a ser associada ao Ministério da Fazenda e ao próprio Haddad, que participou das discussões sobre a política de tributação.
Agora, porém, o ministro procura se afastar da medida justamente em meio à disputa sobre o futuro da cobrança. O governo editou uma medida provisória que permite zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, mas a decisão ainda depende de análise do Congresso.

A possibilidade de a cobrança voltar também aumentou a pressão sobre o governo. Caso a MP perca a validade sem ser aprovada, o imposto poderá ser retomado, colocando novamente o tema no centro da discussão sobre preços e consumo.
A disputa envolve ainda o comércio brasileiro. Enquanto plataformas e consumidores defendem a manutenção da alíquota zerada, representantes do varejo nacional afirmam que a isenção cria uma diferença de tributação e prejudica empresas que vendem dentro do país.
Com a medida em aberto no Congresso, a “taxa das blusinhas” continua sendo um tema de forte apelo popular e um problema político para o governo às vésperas das eleições.




