Na largada oficial da campanha presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) decidiu explorar a memória política de Jair Bolsonaro para fortalecer sua candidatura. Mesmo cumprindo prisão domiciliar e impedido de participar do lançamento, o ex-presidente foi lembrado diversas vezes durante o ato realizado por Flávio em Copacabana, no Rio de Janeiro.
A escolha do local também reforçou essa estratégia. Copacabana foi palco de grandes manifestações lideradas por Jair Bolsonaro, incluindo atos durante a campanha de 2022. Ao voltar para o mesmo cenário, o senador busca aproximar sua imagem da trajetória política do pai e falar diretamente com o eleitorado que já acompanha o bolsonarismo.
Flávio usa imagem do pai como força eleitoral
A campanha aposta na ideia de continuidade, mas tenta apresentar o parlamentar como o nome responsável por levar o projeto político da família adiante. O senador tem repetido críticas ao governo Lula e adotado como mote “O Brasil vai vencer”, enquanto procura ampliar sua presença para além da base mais fiel ao pai.

A estratégia também aparece nos primeiros dias de campanha. Depois do lançamento no Rio, Flávio passou por Minas Gerais, onde participou de agendas ao lado de aliados como Nikolas Ferreira. A movimentação ocorre em uma disputa na qual Lula e Flávio aparecem como os principais nomes do cenário presidencial.
Ao usar lugares, símbolos e referências ligados a Jair Bolsonaro, Flávio tenta transformar a ausência do pai em um elemento de mobilização. A campanha, ao mesmo tempo, terá o desafio de fazer o eleitor associar essa herança política ao próprio candidato e não apenas à figura do ex-presidente.




