As fotos de Lula ao lado da empresária Roberta Luchsinger passaram a ser exploradas por adversários do presidente durante a campanha eleitoral. As imagens ganharam repercussão depois de Lula afirmar, em entrevista à TV Globo, que nunca havia visto a empresária.
A Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal e aparece em apurações que também envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Diante da repercussão, a campanha de Lula divulgou uma nota afirmando que as fotografias não comprovam qualquer relação pessoal, profissional ou política entre o presidente e a empresária.
Fotos de Lula com Roberta Luchsinger passam a ser usadas pela oposição
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores do candidato passaram a divulgar as imagens nas redes sociais para questionar a declaração de Lula. Entre os registros estão fotografias feitas em 2022 e uma publicação de 2023 na qual Roberta aparece ao lado do presidente e de Daniela Teixeira, então indicada por Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O episódio criou um problema adicional para a campanha petista porque as imagens mostram Lula e Roberta juntos em diferentes ocasiões públicas. A defesa apresentada pelo presidente, porém, sustenta que uma fotografia feita durante uma agenda pública não significa necessariamente proximidade entre as pessoas.
Roberta aparece nas investigações da Polícia Federal relacionadas a Lulinha e a Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. Segundo informações divulgadas sobre as apurações, a empresária teria realizado pagamentos e arcado com despesas de Marcola. Ele afirma que os valores foram empréstimos posteriormente quitados.
A Polícia Federal também investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha em negociações com órgãos do governo federal. As apurações analisam, entre outros elementos, mensagens, viagens e movimentações financeiras relacionadas a Roberta.

Até o momento, as investigações continuam em andamento e não significam, por si só, comprovação de crime.
Lula afirmou que não pretende interferir nas apurações envolvendo o filho e disse que, caso Lulinha tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder como qualquer cidadão. O presidente também classificou parte das suspeitas como “ilações” e defendeu a continuidade das investigações.




